Preços na produção industrial sobem 9,2% em setembro influenciados pela energia
Os preços na produção industrial tiveram um crescimento de 9,2%, em setembro, uma subida de 2,1 pontos percentuais (p.p.) superior ao registado no mês anterior, “sendo esta aceleração explicada quase na totalidade pela Energia”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Esta evolução foi determinada principalmente pelos agrupamentos Energia e Bens Intermédios, que contribuíram, respetivamente, com 5,5 p.p. e 2,8 p.p. para a variação do índice total (3,8 p.p. e 2,6 p.p. no mês anterior), em resultado de taxas de variação homóloga de 33,6% e 8,2% (22,8% e 7,5% em agosto)”, indicam os dados. “No agrupamento Energia, o aumento continua a refletir a forte subida dos preços dos produtos petrolíferos e, em menor grau, da eletricidade. Os agrupamentos Bens de Consumo e Bens de Investimento também registaram contributos positivos de 0,6 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente (idênticos ao observados no mês anterior), correspondendo a crescimentos homólogos de 1,9% e 1,5% (1,7% e 1,4% em agosto)”, acrescentou o instituto.
Preços subiram 7,3% no terceiro trimestre
No terceiro trimestre de 2026, os preços na produção industrial subiram 7,3% (4,7% no trimestre anterior). “O agrupamento Energia contribuiu com 4,0 p.p. para a variação do índice total (2,6 p.p. no trimestre anterior), em resultado de um crescimento de 24,0% (16,4% no trimestre precedente). O segundo maior contributo (2,5 p.p.) deveu-se ao agrupamento Bens Intermédios, que registou uma variação de 7,4% (4,4% no segundo trimestre de 2026). Os Bens de Consumo e Bens de Investimento também registaram contributos positivos de 0,6 p.p. e 0,3 p.p. (0,3 p.p. cada no trimestre precedente), refletindo crescimentos de 1,7 % em ambos os agrupamentos(0,8% e 2,1%, respetivamente, no segundo trimestre de 2026)”, sublinhou.
Variação mensal de 1,5%
E em termos mensais verificou-se uma variação de 1,5% nos preços da produção industrial (-0,4% em setembro de 2025). “O aumento deveu-se exclusivamente ao agrupamento Energia, que contribuiu com 1,5 p.p. para a variação do índice agregado, na sequência de um crescimento dos preços de 7,9% (redução de 0,8% em setembro de 2025). Esta evolução foi determinada, em larga medida, pelo aumento dos preços dos produtos petrolíferos e, em menor medida, pelo aumento do preço da eletricidade, tendo os restantes agrupamentos apresentado contributos nulos para a variação do índice total”, conclui o INE.
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