Habitação: IL convoca partidos para reunião urgente
A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, convidou, esta terça-feira, 20 de outubro, os membros partidários para debaterem o tema da habitação que tem estado em destaque devido às manifestações.
Num comunicado, é possível ler que “este encontro terá como propósito a construção de um conjunto de medidas que reúnam consenso alargado e possam ser concretizadas com caráter de urgência, designadamente nos seguintes domínios: reforço da oferta de habitação pública; simplificação e desburocratização dos procedimentos de licenciamento e construção; alívio da carga fiscal que incide sobre a habitação”.
“Para que este esforço se traduza em resultados efetivos, cada partido deverá fazer-se acompanhar das suas propostas, que constituirão a base do trabalho a desenvolver e da identificação dos pontos de convergência. O país já conhece o diagnóstico; aguarda agora que os seus representantes tenham a capacidade de executar”, pediu Mariana Leitão.
Já sobre o tema da habitação, a liberal frisou que este “constitui hoje o tema mais crítico para os portugueses e aquele em que tem de existir maior margem para um entendimento alargado entre os partidos, em benefício do país”.
“A crescente dificuldade de acesso a uma habitação condigna, a preços compatíveis com os rendimentos das famílias, deixou há muito de ser um problema circunscrito a determinados grupos ou regiões. Condiciona o percurso das gerações mais jovens, compromete a estabilidade de milhares de agregados familiares, limita a mobilidade de quem trabalha e contribui para a saída de talento que o país não pode dispensar. Mais do que uma questão setorial, tornou-se um fator de erosão da confiança dos cidadãos na capacidade das instituições democráticas para responder aos seus problemas”, referiu a IL.
Mariana Leitão disse ainda que “os portugueses esperam dos seus representantes uma resposta conjunta, à altura da exigência do momento”. “Os partidos com representação parlamentar têm, todos eles, a oportunidade de demonstrar que, perante uma questão desta gravidade, as legítimas diferenças que os distinguem podem convergir em torno do interesse nacional”.
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