A carregar agora

Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.
Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.
A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.
A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.
A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.
Lucro da Netflix subiu 44%
A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).
Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.
As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.
“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.
E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.
O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.
Guidance para o quarto trimestre
A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.
Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.
“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

Share this content:

Publicar comentário