Trabalhadores da EGEAC protestam em Lisboa e denunciam “falta de diálogo” da Administração
Cerca de oitenta trabalhadores da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), representando mais de 80% dos equipamentos e locais de trabalho, concentraram-se esta quinta-feira em frente à sede da empresa, em Lisboa, para protestar contra aquilo que classificam de “desrespeito pelas mais elementares regras do regime de Direito Democrático”.
Em comunicado enviado à comunicação social, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STML) explica que o protesto surge após “meses de silêncio” e da recusa da Administração em reunir com a estrutura sindical.
Durante a concentração, os trabalhadores votaram a favor da entrega de uma carta dirigida ao Conselho de Administração (CA). A delegação do sindicato foi recebida no átrio de entrada do edifício pela responsável da Direção-Geral de Pessoal — mas, segundo o STML, apesar de os elementos do Conselho de Administração se encontrarem no quarto piso do prédio, optaram por não receber os representantes dos trabalhadores.
O sindicato considera o episódio uma “afronta, inédita nos 31 anos da história da empresa” (EBHAL-EGEAC), “incompreensível no quadro de Direito Democrático que vigora no país”, argumentando que este comportamento desrespeita a Constituição da República, o Código do Trabalho e o Acordo de Empresa.
Perante este cenário, o STML anunciou que avançará com novas propostas de luta, incluindo o recurso à greve. Estas propostas serão debatidas com os trabalhadores nos plenários que o sindicato irá realizar em novembro, de forma descentralizada nos vários locais de trabalho da EGEAC.
A EGEAC — cuja atividade inclui a gestão de equipamentos culturais como teatros, museus e outros espaços municipais de Lisboa — ainda não reagiu publicamente ao protesto nem às acusações do sindicato.
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