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Miranda Sarmento: “Não vai demorar muito” para preços das casas estabilizarem. “Nós fizemos praticamente tudo na habitação”

Miranda Sarmento: “Não vai demorar muito” para preços das casas estabilizarem. “Nós fizemos praticamente tudo na habitação”

O ministro das Finanças afirma que o Governo fez o que estava ao seu alcance para combater a crise habitacional. Numa altura em que há manifestações sobre a falta de casas acessíveis, Joaquim Miranda Sarmento disse no Parlamento, durante a audição no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, que o Governo fez “praticamente tudo” o que tinha para fazer.
“Nós atuámos na habitação pública, onde durante 20 anos não se construíram casas. Nós atuámos na redução dos custos de construção para habitação a preços moderados. Nós atuámos no arrendamento para trazer mais casas para arrendamento e para apoiar quem está no arrendamento. Nós atuámos para apoiar os jovens”, afirmou o ministro das Finanças em resposta às críticas da oposição.
Só que este “é um problema estrutural que demora muito tempo a resolver, porque demora muito tempo a construir casas”, complementou, reconhecendo que “ainda há caminho para fazer”.
Em todo o caso, afirmou que “todas estas medidas vão surtir efeito do lado da oferta” e deixou uma previsão: “Não demoraremos muito a ver estabilização dos preços”.
As respostas não convenceram a oposição, que criticou a falta de medidas mais ambiciosas. Mas o ministro contrapôs: “Aumentámos bastante o apoio ao arrendamento e demos um forte apoio aos jovens para a compra de casa, quer a isenção de IMT e imposto de selo, quer a garantia pública”.
“Recordo-me bem das críticas sobre a garantia pública. E ela está a funcionar. E há cerca de 130 mil jovens que já beneficiaram da isenção de IMT e imposto de selo e cerca de 40 mil que beneficiaram da garantia pública”, acrescentou. “Portanto, há muitos jovens que, felizmente, puderam comprar casa também porque o Governo criou estes apoios”.
Questionado sobre as dificuldades dos portugueses em encontrar casas, o ministro assume que “há muitas dificuldades” e que “não há a menor dúvida sobre isso”, mas entende que “a vida dos portugueses, das pessoas em concreto, na sua esmagadora maioria, está melhor hoje do que estava há 3 anos”, atirou o ministro.
Confrontado com as manifestações que têm ocorrido, nomeadamente em Lisboa e no Porto, entende que têm toda a legitimidade, embora sejam “só algumas centenas”.
Em atualização

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