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Manchester United ‘persegue’ Ruben Amorim: “Não sei de onde aquilo veio…”

Manchester United ‘persegue’ Ruben Amorim: “Não sei de onde aquilo veio…”

Tyrell Malacia concedeu uma extensa entrevista à estação televisiva britânica BBC Sport, este sábado, na qual ‘levantou o véu’ sobre a maneira como foi colocado a treinar à margem do plantel principal do Manchester United, no verão de 2025, juntamente com Marcus Rashford, Jadon Sancho, Alejandro Garnacho e Antony, que também não entravam nos planos do então treinador, o português Ruben Amorim.
 
“Não quero falar demasiado sobre isso, mas aconteceram certas coisas, na minha recuperação. O Ruben chegou quando eu tinha acabado de voltar da minha lesão. Ele deu-me um par de jogos, mas eu tinha voltado depois de um ano e meio. Imaginem não jogar durante um ano e meio e terem de adaptar-se a tudo, especialmente, no melhor campeonato do mundo”, afirmou.
“Jogando num clube tão grande, é preciso tempo. Como jogador, tens de perceber que, se jogas num grande clube, como o Manchester United, não tens tempo”, acrescentou. Seguiu-se um empréstimo pouco feliz ao PSV, no qual disputou apenas 12 partidas (sem qualquer golo ou assistência pelo meio), antes do regresso a Old Trafford.
“Mesmo naquela altura, eu ainda não estava a 100%, mas foi bom para mim ter tempo de jogo e adaptar-me ao jogo. Depois desse período de seis meses, voltei, no verão, e pensei ‘OK, agora, vai acontecer, vou ter a minha oportunidade justa”, confessou. Desejo que, no entanto, não se concretizou, tendo, ao invés, sido ‘despromovido’ à equipa de sub-21.
“Eu não sei de onde é que aquilo veio. Não sei se foi o Ruben, alguém mais acima ou o que for, mas eu nunca disse nada sobre isso. Limitei-me a continuar a trabalhar e a fazer as minhas coisas, ainda que tenha sido difícil, por vezes, treinar num grupo de cinco. A certa altura, o Marcus, o Garnacho e até o Antony saíram”, recordou.
“Depois, eu fiquei sozinho, a treinar com a equipa de reservas, e até mesmo com a de sub-18 e abaixo. É complicado. Mentalmente, é complicado. Eu podia ter dito ‘OK, não vou aparecer nos treinos’, mas pensei ‘Isso não vai ajudar-me’. Seria mais uma razão para eles dizerem ‘É por essa razão que estás com eles ou a treinar sozinho”, prosseguiu.
“Limitei-me a manter a cabeça baixa e a fazer o trabalho. Mantive-me apto desde que voltei da minha lesão, mas as pessoas não sabem disso. Pensavam ‘Por que é que ele não está a jogar?'”, completou.
“Eu não vou jogar, mas não me deixam sair, por isso, de que serve estar aqui?”
Foi então que, no passado verão, Tyrell Malacia teve “uma boa conversa” com Michael Carrick, e optou por não prolongar o contrato que mantinha com o Manchester United, seguindo, ao invés, viagem rumo aos Estados Unidos da América, onde assinou com o FC Cincinnati um contrato válido até junho de 2027, com mais um ano de opção.
“Obviamente, eu queria sair. Depois, surgiram algumas lesões, por isso, não podia sair, devido aos números do plantel. Isso foi difícil de aceitar. Pensei ‘Eu não vou jogar, mas não me deixam sair, por isso, de que serve estar aqui?’. Depois, ele explicou-me. No final, toda a gente está lá por si mesma. Eu estive lá por mim mesmo, obviamente, em primeiro lugar, e a equipa e o treinador igual”, refletiu.
“Ele precisa de salvar o seu emprego ou de fazer o seu trabalho bem feito. Ainda assim, eu não me arrependo de nada. Diverti-me muito, na minha primeira temporada, e as pessoas que trabalharam lá, juntamente com os jogadores que conheci, foram fantásticos. Por isso, desfrutei realmente do meu tempo”, concluiu.
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