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Q&A com Armindo Araújo: “A postura vai ter de ser atacar, não há outra hipótese para ganhar”

Q&A com Armindo Araújo: “A postura vai ter de ser atacar, não há outra hipótese para ganhar”

Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2) recuperaram de uma manhã marcada por dificuldades de tração para terminar o dia na liderança entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis e no sétimo lugar da classificação europeia. As alterações de afinação na assistência remota permitiram ao piloto subir o ritmo durante a tarde, sem cometer erros, e superar o campeão europeu, Miko Marczyk, na última especial do dia. Com Pedro Almeida na luta pela vitória, a estratégia para a jornada decisiva está definida: atacar.
AutoSport: Armindo, tínhamos falado de manhã, que estes ralis assentam bem na tua forma de gerir, e agora terminas o dia com nota positiva. Faz-nos o balanço desta jornada….Armindo Araújo: “o dia foi positivo. De manhã, o carro estava bem, de uma forma geral, mas estava muito rígido e duro, sem a tração necessária para sermos rápidos. Percebemos isso imediatamente e perdemos imenso tempo na parte da manhã devido a essa falta de tração. Quando tentamos alterar isso, fomos para um troço rápido, como o de Boticas, e ficamos com o carro macio demais. Portanto, andamos ali um bocadinho perdidos.Conseguimos equilibrar as coisas na assistência remota e, da parte da tarde, acertámos nas afinações e fomos bastante mais rápidos. Aí, passamos do terceiro lugar do campeonato nacional para primeiro, e do 14º do europeu para o 7º posto. Acho que foi bom: não cometemos erros, tivemos um andamento rápido e o carro chegou aqui impecável. Foi uma boa tarde e uma excelente recuperação.”
AutoSport: Foi num dia como este que a tua experiência veio ao de cima, porque não ficaste ‘stressado’ com o facto de perderes referências, mantiveste a calma e deste o salto de que precisavas…Armindo Araújo: “Sim. Temos de manter sempre a calma, como em tudo na vida. Percebi que não estava rápido e que tínhamos de esperar pelo nosso momento para mudar o carro. Mudamos as afinações e fomos atrás do objetivo. Nestas situações, também temos de ter a cabeça fria para não cometer erros. Não podemos querer recuperar tudo num só troço; temos de ir medindo o andamento aos poucos. Acho que foi uma tarde muito bem conseguida. Tivemos agora uma luta final com o Marczyk, que é campeão europeu, e conseguimos passar para a frente dele e ganhar o troço. Estamos muito contentes com isto.Contudo, o rali vai a meio e ainda há muito pela frente; nada está decidido. O Pedro Almeida está a andar muito bem, o Toyota dele está muito competitivo e amanhã vai ser uma luta dura, pelo que tudo ainda pode acontecer.”
AutoSport: E amanhã, qual vai ser a tua postura?Armindo Araújo: “A postura vai ter de ser atacar. Não há outra hipótese para ganhar.”
AutoSport: Para terminar, os troços da parte da tarde estavam muito danificados ou não estavam tão maus como de manhã?Armindo Araújo: “Não achei. Apresentavam um desgaste e uma degradação normais. Sabíamos que o troço de Ribeira de Pena se ia degradar mais do que os outros, portanto, não foi nada de que eu não estivesse à espera. Pilotos com menos experiência talvez possam ficar um pouco assustados, mas achei que estava tudo normal.”
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