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Empresários do turismo do interior criticam políticas que não distinguem regiões

Empresários do turismo do interior criticam políticas que não distinguem regiões

Em declarações à Lusa, Miguel Martins, presidente da AITI deixou, assim, críticas à forma como o turismo no interior é encarado pelos decisores centrais.
“Não faz sentido nenhum”, lamentou, apontando “as políticas de Lisboa” e salientando que, a maior parte das vezes, “quem as aplica e quem as promove nem sequer faz ideia do que é que lá está [no interior]”.
“Enquanto não for ao contrário e não formos nós, no interior, a explicarmos aos senhores do litoral, o que é preciso, andamos sempre nisto”, sublinhou.
A associação, criada em 2022, reúne mais de 40 empresas portuguesas e espanholas de turismo, em regiões do interior.
A ideia passou por juntar os empresários, que “realmente são os únicos que podem trabalhar o turismo e que o fazem de uma forma profissional”, destacou.
“A nossa ideia é sempre a mesma, mais do que promover, vender estes territórios de interior”, realçou.
Miguel Martins disse que o trabalho tem sido “dar a conhecer os dois lados, as iniciativas que se fazem de um lado e do outro”, da fronteira.
O interior, a curto prazo, “vai ser a solução do país”, disse o dirigente associativo, apontando a situação atual em relação ao mercado de habitação.
“Temos o litoral, que tem pessoas e não tem casas, e temos o interior, que tem casas e não tem pessoas”, indicou, apelando para que sejam criadas políticas, por exemplo, a nível de impostos, para incentivar o turismo na região.
Alertou ainda para a importância da agricultura, lamentando que esteja “completamente ao abandono”.
A associação organiza, nos dias 18 e 19 de novembro, na Guarda, o Congresso Mundial de Turismo do Interior que contará com mais de 45 oradores, “reunindo especialistas, responsáveis institucionais, profissionais e agentes do setor provenientes de 18 países”, disse, numa nota.
Miguel Martins considera que o turismo e o interior serão “o futuro do país”, mas para isso acredita que quem decide, “tem de olhar para o interior de uma forma completamente diferente”.

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