Q&A com Pedro Almeida: de um futuro incerto nos ralis à luta pelo título
Pedro Almeida e António Costa terminaram o Rali das 6 Cidades no segundo lugar entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis, ao volante do Toyota GR Yaris Rally2, e assumiram a liderança do campeonato. Apesar de dois furos e de um problema na caixa de velocidades, a dupla somou pontos importantes na luta pelo título. Em entrevista ao AutoSport, Almeida destacou a competitividade demonstrada ao longo da época e explicou como uma mudança de mentalidade contribuiu para os resultados que contribuíram para estar na frente do CPR.
AutoSport: Pedro, um rali exigente, mas no final das contas, um resultado que é muito bom para ti, para as contas do campeonato….Pedro Almeida: “É, sim. Foi um rali muito exigente. Tivemos bastante azar. No primeiro dia com dois furos, segundo dia com o problema de caixa de velocidades, que depois conseguimos resolver. Mas no balanço final foi um bom rali. Conseguimos-nos manter sempre próximos da liderança, chegamos a ser líderes do rali com uma boa vantagem. Mas tivemos alguns azares, e tentamos batalhar contra isso e chegamos aqui ao final com uma boa quantidade de pontos para o campeonato. E agora é olhar para a frente e pensar em ser rápidos.”
AS: A tua primeira vitória no CPR não foi assim há tanto tempo, já venceste duas vezes este ano e dás por ti a lutar pelo título e numa posição privilegiada. Como é que tu te sentes?PA: “Sim, fomos sempre competitivos este ano. O único rali que não estivemos no pódio foi em Chaves, deitamos tudo a perder com aquele erro na super especial. De qualquer forma, isso mostra que somos competitivos e que conseguimos estar na frente. Por isso sim, foi uma grande mudança nestes últimos dois anos e as coisas estão a correr muito bem.”
AS: Deve saber bem perceberes que todo o potencial que tinhas demonstrado – e que por algumas vezes, se calhar por algum receio por fazer provas com o cheque de baixo do pé – não achas que estás a ser finalmente receber aquilo que tanto sonhavas há muito tempo?PA: “Sim, é um conjunto de fatores e uma mudança de mentalidade, que resultou numa velocidade diferente. Se compararmos, por exemplo, com os pilotos do ERC, ainda há aqui mais um passo claro para chegar ao nível deles. E acho que é apenas uma mudança de mentalidade. Acho que este tipo de coisas aparecem com o tempo e com o conjunto de outros fatores. Mas estamos contentes de ter dado este clique o ano passado e as coisas estarem a correr melhor. Este ano, com o apoio da Toyota… eu nem ia fazer mais ralis e de um momento para o outro, estamos neste momento na frente do CPR. É espetacular estar agora nesta posição.”
AS: Dizem que a primeira vitória é que custa, depois a partir daí torna-se mais fácil…PA: “Acho que é verdade….”
AS: E tu, na tua carreira, fizeste uma coisa que poucos fazem, dar um passo atrás para depois dar dois à frente. Consideras que todo esse todo esse trajeto agora faz sentido?PA: “Acho que sim. Tudo tudo aquilo que fiz até este momento foi claramente um caminho. Não sei se foi o mais certo, certamente não deve ter sido o mais rápido. Mas foi o que fizemos e isso trouxe-nos aqui, por isso está tudo bem…”
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