Silicon Valley dividido em quem apoiar nas midterm norte-americanas
Os EUA estão a uma semana das eleições de meio-termo (midterm elections), que se realizam a 3 de novembro e Silicon Valley está dividido entre os que apoiam um desenvolvimento mais celerado da inteligência artificial (IA) e os que defendem regras mais rigorosas a esta tecnologia.
De acordo com a “CNBC”, os grupos políticos que defendem o desenvolvimento mais acelerado da IA, com regras mais brandas e uniformes, já investiram cerca de oito milhões de dólares (7,1 milhões de euros) em disputas para o Congresso. Um valor superior ao que os grupos que defendem regras mais fortes e maior autonomia para os estados regularem esta tecnologia investiram, cerca de 6,9 milhões de dólares (6,1 milhões de euros).
Nas eleições primárias, uma entidade ligada à rede que promove um desenvolvimento mais rápido da IA com uma regulação mais flexível, gastou cerca de 310 mil dólares (276 mil euros) no candidato democrata. Já a entidade que promove um desenvolvimento mais regulamentado investiu 857 mil dólares (763 mil euros) no candidato republicano Scott Singer.
Esta dualidade de opiniões representa um falhanço para Silicon Valley de construir uma máquina política unificada em torno da IA. Apesar dos dois lados defenderem a inovação em IA e concordarem com a necessidade de mecanismos de regulação, permanecem divididos sobre quem apoiar.
Eleger mais aliados pode dar a qualquer um dos lados uma vantagem na definição das políticas de IA no próximo Congresso, ainda que o conflito represente um risco de enfraquecer a influência de Silicon Valley.
Bruce Freed, presidente e fundador da organização apartidária Center of Political Accountability, afirma que “todos apoiam algum tipo de regulação. A questão é apenas o quanto”. “O dinheiro está a fluir em todas as direções, na tentativa de assumir o controlo do que vai acontecer”, refere.
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