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Das queixas do Benfica ao salário de 13.000€. Luciano Gonçalves diz tudo

Das queixas do Benfica ao salário de 13.000€. Luciano Gonçalves diz tudo

Luciano Gonçalves concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista à RTP Notícias, na qual colocou tudo em ‘pratos limpos’, começando, desde logo, pela indignação expressada pelo Benfica face às explicações dadas por Cláudio Pereira para a expulsão de Jhon Durán (que viria a ser despenalizado), após o apito final da vitória sobre o Santa Clara, no Estádio de São Miguel, por 1-2.
 
“O que o árbitro efetivamente entendeu fazer foi condenar uma atitude, no entender da equipa da arbitragem. Estando ele longe, não conseguia ter a perceção das palavras que foram ditas pelo jogador, mas percebeu-se, no entender da equipa de arbitragem, que a ação do jogador provocou toda aquela ira dos jogadores adversários, por isso é que se gerou aquela confusão”, começou por afirmar.
“O Conselho de Disciplina irá ter oportunidade de chamar novamente o árbitro, questioná-lo e pedir explicações (…). Percebo, principalmente pela forma como foi escrito, pela justificação que é dada. No meu ponto vista podia-se ter explicado melhor. Iria ter o mesmo fim, até porque a ação podia ter sido um amarelo para um dos jogadores, o jogador do Benfica acabaria por ser expulso na mesma porque já tinha amarelo. Como está distante, quis condenar a atitude, provocou toda aquela ira, mas a forma como escreveu certamente não foi a mais clara para percebermos”, acrescentou.
“Não tenho problema em sair. Se sair, tenho emprego, não dependo disto para viver”
Nesta entrevista, o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) garantiu, ainda, que, apesar da contestação, não tem qualquer tipo de intenção de se demitir: “O futebol tem coisas esquisitas, a forma como se trata o futebol fora das quatro linhas é algo que pouco valoriza o futebol em si e reconheço que este tema está a fazer mal à arbitragem, mas também reconheço que nada fiz para isto”.
“Não suspendo funções por dois motivos, não é por estar agarrado ao lugar, quem vem da base, quem trabalhou como eu trabalhei… Não tenho problema em sair. Se sair, tenho emprego, não dependo disto para viver. Já vivi com muito menos, efetivamente hoje em dia reconheço que ganho muito acima da média nacional, cerca de 13.000 euros brutos, mas não fui eu que negociei valores. É o que é pago”, prosseguiu.
“Não suspendo funções também porque os estatutos da FPF não permitem suspender, a não ser por doença e se eu nunca menti, também não mentiria em relação à doença. Depois, eu fui eleito há ano e meio por 70% do caderno eleitoral, e o terceiro motivo é que eu não fiz nada para estar nesta posição. Se for arguido manter-me-ei, a não ser que haja uma acusação ou fique provado, senão seria simples e um precedente gravíssimo”, completou.
“Se me pergunta se gostaria que, publicamente, Pedro Proença me tivesse vindo defender ou dar uma palavra, naturalmente que gostava”
A terminar, Luciano Gonçalves agradeceu a solidariedade de Pedro Proença para consigo… ainda que gostasse que o líder máximo da FPF fosse mais ativo: “De 79 medidas previstas, 30 concluídas, 30 em andamento e faltam as outras, foi comigo e com este Conselho de Arbitragem que passamos de nove árbitros com projeto de profissionalismo para 21, quatro árbitros assistentes no profissionalismo, recorde de árbitros internacionais e novos 1200 árbitros”.
“Sobre Pedro Proença, a nível pessoal o presidente tem estado sempre ao meu lado, se me pergunta se gostaria que, publicamente, me tivesse vindo defender ou dar uma palavra, naturalmente que gostava”, concluiu.
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