A carregar agora

“Vamos lá resolver esta questão”. Pinto Luz apela ao Chega para viabilizar lei do arrendamento

“Vamos lá resolver esta questão”. Pinto Luz apela ao Chega para viabilizar lei do arrendamento

O Governo voltou a lançar o repto ao Chega para que viabilize o novo regime de arrendamento urbano. Desta vez o apelo veio do ministro das Infrasestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, na audição da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, sobre a proposta do Orçamento de Estado para 2027, que decorre esta segunda-feira, 2 de novembro, no parlamento.
“Vamos lá resolver esta questão”, afirmou, recordando que o Executivo concordou com as quatro alterações propostas pelo partido liderado por André Ventura. “Esteja o Chega disponível para discutir as quatro medidas. O Governo está sempre disponível e encontrei sempre espaço para diálogo”, referiu o ministro.
A proposta de lei do Governo para alterar o novo regime de arrendamento urbano foi aprovada na sua generalidade no parlamento em 30 de setembro, depois de um acordo entre o Governo e o Chega para negociarem “melhorias” na especialidade. O documento foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD, IL, CDS-PP, a abstenção do Chega e contra do PS, Livre, PCP, PAN, JPP e BE.
O acordo foi assinado entre o presidente do Chega, André Ventura e o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. “Tendo o Governo apresentado na Assembleia da República uma proposta para alterar a legislação em matéria de arrendamento urbano e tendo o Chega apresentado vários dos elementos constantes da mesma que necessitam de alterações e/ou garantias de aperfeiçoamento, o PSD compromete-se formalmente a levar a cabo quatro alterações”, lê-se no acordo citado pela Lusa.
A primeira passa por colocar no diploma “a limitação da exigência de pagamentos antecipados e cauções, face à extensão proposta pelo Governo”. Outra alteração passa por “proteger os idosos, especialmente os mais carenciados, com contratos anteriores a 1990 e com regime de compensação de senhorios”.
O PSD compromete-se a, na especialidade, a “aprofundar a resposta social ao inquilino e reforçar o fundo de emergência habitacional para salvaguarda do direito à habitação constitucionalmente previsto”, de forma a garantir que não haverá “uma política selvagem de despejos em Portugal”.
A última alteração contempla a garantia de que haverá uma “efetiva distinção de situações de abuso e incumprimento reiterado e propositado”, em que o despejo tem de ser “rápido e eficaz”, das situações de “incapacidade real geradas por agravamentos extraordinariamente elevados das rendas”.

Share this content:

Publicar comentário