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PSI cai arrastado pela queda da Galp em dia de otimismo para conflito do Médio Oriente

PSI cai arrastado pela queda da Galp em dia de otimismo para conflito do Médio Oriente

O índice PSI encerrou a sessão desta segunda-feira, 2 de novembro, em ligeira queda de 0,26%, fixando-se nos 9.252,46 pontos, num dia marcado pela forte desvalorização do petróleo nos mercados internacionais e por uma vaga de dados macroeconómicos.
A penalizar o índice nacional, a Galp Energia destacou-se como o pior desempenho, ao recuar 2,21% para 20,32 euros, acompanhando a tendência negativa das matérias-primas energéticas.
Ainda no campo das perdas, as ações dos CTT caíram 1,59% para 5,27 euros e a NOS SGPS desvalorizou 0,67% para 5,175 euros.
Pela positiva, a Corticeira Amorim liderou os ganhos ao subir 2,04% para 7,00 euros no dia em que apresentou resultados (após o fecho do mercado), seguida pela Semapa, que avançou 1,12% para 19,84 euros, e pela EDP Renováveis, que valorizou 0,56% para 12,57 euros.
O BCP manteve-se inalterado nos 1,0775 euros, apesar de a casa de investimento Mediobanca ter cortado a recomendação do banco de “comprar” para “neutral”, revendo em baixa o preço-alvo de 1,29 euros para 1,21 euros por ação.
O Millennium investment banking, no seu comentário diário de mercado, salientou que as bolsas europeias encerraram globalmente em alta, animadas pela descida acentuada do petróleo, enquanto os investidores digeriam a divulgação de dados económicos.
O Stoxx 600 avançou 0,45%, enquanto o EuroStoxx 50 fechou nos 6.176,06 pontos, um ganho de 0,73%. Entre os principais índices europeus, o francês CAC 40 registou a maior subida percentual ao valorizar 0,98% para 8.047,69 pontos.
O espanhol IBEX 35 subiu 1,63% para 18.957,80 pontos, o italiano FTSE MIB avançou 0,90% para 49.947,94 pontos, o alemão DAX ganhou 0,63% para 25.981,09 pontos e o britânico FTSE 100 registou um acréscimo de 0,29% para 10.761,33 pontos.
No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo sofrem um tombo superior a 7%, depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que o governo está empenhado em resolver o conflito no Médio Oriente por meio do diálogo. O barril de Brent do Mar do Norte recuou 7,43% para 105,00 dólares, enquanto o crude leve norte-americano (WTI) caiu 7,13% para 96,70 dólares.
No mercado secundário de dívida, as yields das obrigações soberanas aliviaram de forma generalizada. A yield das Bunds alemãs a 10 anos recuou 2,94 pontos base para 3,29%, enquanto a dívida portuguesa com o mesmo prazo desceu 5,16 pontos base para 3,73%. Em França, a taxa a 10 anos caiu 7,43 pontos base para 4,90%, e nos Estados Unidos, a yield das Treasuries a 10 anos recuou 4,42 pontos base para 4,87%.
O contexto macroeconómico tem sido marcado por uma aceleração inesperada da atividade industrial nos Estados Unidos. O índice ISM da indústria subiu de 54,5 em setembro para 55,5 em outubro, superando as expectativas de manutenção e refletindo um forte dinamismo na produção e nos stocks, num momento em que os mercados aguardam com grande expectativa as eleições intercalares (midterms) norte-americanas que se realizam esta terça-feira.
No plano geopolítico, os mercados continuam a monitorizar a situação na Europa de Leste. Segundo relatos, os Estados Unidos pretendem reiniciar os fornecimentos de gás russo à Europa através da Ucrânia, um plano proposto por enviados norte-americanos que envolveria a venda através de uma empresa dos EUA para contornar as sanções da UE.
Entretanto, na frente política europeia, a Bélgica enfrenta uma crise governamental. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, apresentou a demissão do seu governo ao Rei Philippe, após o colapso das negociações da coligação para o orçamento de 2027, num impasse que ameaça a estabilidade do país, que apresenta um défice de cerca de 5,2% do PIB e uma dívida pública acima dos 108%. O monarca ainda não aceitou a demissão.

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