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Atenção, clubes. Pedro Proença anuncia mexidas na Taça de Portugal

Atenção, clubes. Pedro Proença anuncia mexidas na Taça de Portugal

“Da parte da FPF, anuncio neste início de ano mudanças na Taça de Portugal já a partir da próxima época, com as equipas da Liga Portugal a entrarem em competição apenas na quarta eliminatória e as meias-finais a serem disputadas num só jogo”, informou Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
 
Num longo texto publicado na página oficial d FPF, o presidente do organismo lançou vários tópicos em relação aos desafios a enfrentar, desde os quadros competitivos, à arbitragem, centralização de direitos televisivos, entre outros.
“É a nossa resposta a uma necessidade urgente, estando disponíveis para, nas provas organizadas pela Liga Portugal, validar aquele que for o modelo definido pelos clubes, que deve ter em conta os interesses, financeiros e desportivos, do futebol profissional”, disse Pedro Proença, face às alterações para a Taça de Portugal.
Em matéria de arbitragem, Pedro Proença explicou que a FPF irá apresentar este mês o “Plano Nacional de Arbitragem”, numa medida que considera ir mudar o setor, garantindo também que as medidas já criadas, e que estão em vigor, têm dores de crescimento, mas trarão resultados.
“A criação de uma carreira independente de VAR, o nascimento do cargo de Diretor Nacional de Arbitragem, a publicitação das avaliações de árbitros e VAR são passos dados com firmeza por este novo CA, liderado por Luciano Gonçalves, e os resultados farão sentir-se, estou convicto, muito em breve”, referiu.
Em relação ao plano que pretende apresentar, enfatiza que o mesmo mudará o setor, culminando com a “criação de uma entidade externa para a arbitragem profissional”.
“Passo que, embora dependente de uma mudança no Regime Jurídico das Federações, é inevitável. 2026 marcará o início da discussão do tema, envolvendo (desta vez de forma efetiva) FPF, APAF e Liga Portugal”, adiantou.
No que diz respeito à centralização dos direitos audiovisuais, o dirigente considera que este ano será um verdadeiro ‘Game Changer’.
“Em articulação com a FPF, a Liga Portugal apresentará à Autoridade da Concorrência o modelo de comercialização dos Direitos Audiovisuais centralizados, o último passo antes de poder ir ao mercado e implementar a Centralização a partir de 2028/2029. O caminho iniciado em 2021 entra na sua reta final e é tempo de começarmos, todos, a cuidar do produto que queremos vender. Aprovar o Regulamento Audiovisual e o Regulamento de Controlo Económico, promover um eficaz combate à pirataria e defender, sempre, o espetáculo, dentro e fora de campo”, explicou.
Um tema em que considera que o sucesso da centralização exige “uma política geoestratégica concertada” em torno da venda desses direitos a nível internacional, com uma “aposta forte em mercados bem identificados e definidos”.
Depois de enaltecer também as conquistas de 2025 na FPF, com a Liga das Nações, o Europeu e Mundial de sub-17 de futebol ou o Europeu de sub-19 de futsal, Proença deixou ainda uma palavra à memória de “heróis que não se esquecem”.
“Sofremos as partidas, irreparáveis, de Diogo Jota e Jorge Costa. Não há vitória nem título, que nos faça recuperar de perdas tão relevantes, mas havemos, a cada vitória e a cada título, de nos lembrar dele. É esse o compromisso que assumimos: não deixar morrer, nunca, a memória de Diogo Jota e de Jorge Costa. Nem de nenhum dos heróis que fizeram da FPF aquilo que é hoje. Porque a memória será sempre o nosso bem mais precioso”, garantiu.
A finalizar, Proença manifestou o desejo que 2026 seja de Portugal e não só na América, numa alusão a um ano em que se disputa o Mundial de futebol, coorganizado por Canadá, México e Estados Unidos.
 
 

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