Cristiano Ronaldo foi o rosto do descalabro de Portugal na Irlanda
É caso para dizer que a Lei de Murphy apareceu em força, esta quinta-feira, em Dublin, no jogo entre a Irlanda e Portugal.
Em jogo da quinta e penúltima jornada do Grupo F de qualificação para o Mundial’2026, a formação portuguesa saiu derrota (0-2) num jogo, com vários erros individuais.
O primeiro começou em Diogo Costa, que ofereceu de bandeja um canto a favor dos locais. O guarda-redes ficou pior na fotografia, perdido no lance, que originou o golo (17′) de Troy Parrott.
Em cima do intervalo, aos 45′, o avançado aproveitou a passividade de Ruben Dias para assinar o bis na conta pessoal. Enorme surpresa no Aviva Stadium.
No regresso dos balneários, Cristiano Ronaldo entrou no abismo. Aos 61′, o capitão da seleção Nacional atingiu com o cotovelo as costas de Dara O’Shea, que fez naturalmente o seu papel, ficando com queixas no relvado. A revisão do VAR chamou o juiz à atenção e mostrou o vermelho direto a CR7, expulso pela primeira vez ao serviço de Portugal.
Os comandados de Roberto Martínez precisam de vencer o próximo jogo, diante da Arménia, para garantir o primeiro lugar e o acesso direto ao Mundial’2026. Por sua vez, a Irlanda vai disputar com a Hungria um possível lugar no playoff, via 2.º lugar. As equipas estão separadas por um ponto, com vantagem para os húngaros (8).
Vamos então às notas da partida
Figura
Jogo de sonho para Troy Parrott, de 23 anos. O avançado do AZ Alkmaar, dos Países Baixos, colocou a nu as fragilidades defensivas do conjunto luso, sobretudo no controlo da profundidade. Gonçalo Inácio e Rúben Dias não conseguiram travar as suas diagonais.
Surpresa
Diogo Costa tremeu e de que maneira. Habitualmente, é um porto seguro para a seleção nacional e revela sempre discernimento com o jogo de pés. No entanto, o excesso de confiança acabou por ser prejudicial. Mesmo no segundo golo, o guarda-redes deu a sensação de que podia ter feito mais.
Desilusão
Cristiano Ronaldo não vai, certamente, esquecer o jogo com a Irlanda. Além do vermelho direto, o avançado, de 40 anos, revelou ser uma presa fácil para os defesas adversários. Não escondeu a frustração e a cotovelada foi o auge de um jogo menos conseguido. Irá falhar o jogo com a Arménia e quem sabe a estreia no Mundial’2026.
Os treinadores
Heimir Hallgrímsson
A estratégia do técnico islandês resultou na perfeição. Limitou o jogo ofensivo de Portugal a cruzamentos e a remates de meia distância. A linha de cinco defesas está muito bem trabalhada, o que dificulta e muito a entrada dos adversários. No ataque, a velocidade dos atacante fez a diferença. Vai para o último jogo, diante da Hungria, com a esperança de chegar ao playoff. A vitória é obrigação, mas também era com Portugal.
Roberto Martínez
Num jogo semelhante ao de Lisboa, Portugal voltou a apresentar dificuldades contra equipas com cinco defesas. A falta de criação no ataque é um dado alarmante, dada a qualidade do plantel à disposição. No banco, o técnico espanhol não ajudou a equipa, com substituições tardias. O facto de não juntar Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos no ataque é algo que tem de ser melhor justificado, sobretudo contra este tipo de equipas.
Roberto Martínez registou a primeira derrota em qualificações para o Mundial ao fim de 23 jogos.
Árbitro
O sueco Glenn Nyberg deixou claro que ia jogar e assim o fez, ignorando alguns ‘mergulhos’ dos jogadores. No lance de Cristiano Ronaldo, até deu ordem para jogar, mas a revisão do Var revelou ser decisiva. Com o auxílio das imagens, mostrou justamente o vermelho direto.
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