Varandas ataca Benfica e FC Porto: “Os presidentes são patetas?”
Frederico Varandas tomou a palavra, esta sexta-feira, na Gala Rugidos de Leão, que decorreu na Quinta do Paul, em Leiria.
O presidente dos leões não deixou de comentar a realidade do futebol nacional, sobretudo com o tema da arbitragem, com Benfica e FC Porto a serem os principais protagonistas pelo clima de alegada ‘intimidação’ sobre os árbitros.
“No início do campeonato falei à imprensa e tinha dito que a conquista do bicampeonato tínhamos mexido muito com o futebol português. Também disse que o tricampeonato seria um terramoto no desporto. E todo este festival de comunicação prova que tinha razão. Desde o jogo FC Porto- SC Braga que a imprensa insiste quando o presidente iria falar. E hoje é o dia. Prometo que não ficará nada por dizer”, começou por dizer Frederico Varandas, começando o seu discurso pelos elogios ao técnico Rui Borges.
“Vou dizer-vos que na época passada não gostei da maneira como o treinador foi tratado. Não gostei. Julguei que a conquista campeonato e taça as coisas não só se alteraram como pioraram. Mas de tudo o que mais me incomoda, a nível pessoal, e que nunca tinha visto, não há memória, é a constante alusão a treinador a sua terra natal. Parece que Mirandela é de outro planeta. Até parece que são inferiores. Não sei as razões para o destrato pelo Rui de Mirandela. Para nós, o respeito tem de ser para todos, seja para Rui de Mirandela, Rui de Setúbal ou Rui de Lisboa. É igual meus caros. Mister sabe qual é o seu problema? É que o mister não faz aquele show de comunicação, não e aquele show comunicacional. Porque hoje em dia um treinador tem de perceber futebol, mas o espetáculo da antevisão isso é que interessa. Fique descansado porque para nós o que interessa é ter treinador que nos faça campeão nacional. Treinador que dê uma dobradinha. Que nos faça ser competitivos na Champions, mesmo com sorteio muito difícil. Fique descansado”, garantiu.
Farpas a Benfica e FC Porto
A seguir, Frederico Varandas dirigiu o seu discurso a Benfica e FC Porto, realçando que o Sporting tem uma forma “digna” de reagir à derrota.
“Essa é uma grande diferença para os nossos rivais. Três campeonatos nacionais em cinco. Os rivais usam uma narrativa de que o Sporting domina tudo, que há um manto verde. Falar de factos. Temos de ver que nos primeiros dois campeonatos, havia uns órgãos sociais da FPF que estiveram lá 12 anos. Por isso, temos de retirar esses dois. No terceiro, houve eleições para a Federação a meio, em que ganhou Pedro Proença, mas temos de ver que houve uma quase unanimidade em torno deste dirigente. Os presidentes de Benfica e FC Porto são patetas? Acho que não. O Sporting não indicou um nome para qualquer lista de órgãos sociais da FPF.”
“Continuamos nos factos. Em 2023/24, o Sporting teve mais pontos, mais vitórias, melhor ataque, o melhor jogador. 2024/25: melhor ataque, mais pontos, melhor defesa, melhor jogador. Houve dúvidas? Foi o segundo seguido, então insistem com a retórica do manto verde. Mas mesmo com isso, não é que a comunicação social disse que o Sporting foi o mais prejudicado dos três grandes durante a época? E mesmo assim ganhámos… mas manto verde! Qual foi o problema disto tudo? A final da Taça de Portugal, final que ainda em campanha eleitoral dizem que foi retirada ao Benfica. Não há direito. Tirou-se a taça. Vamos falar de forma factual sobre esse jogo. O Sporting teve mais remates, mais posse de bola, mas ocasiões flagrantes, mais cantos, mais passes. Não ficou 1-0 ou 2-1, ficou 3-1. A culpa foi do Matheus Reis que devia ter ido para rua. A culpa do Renato Sanches ter cometido um penálti infantil foi do Matheus. A culpa do Gyoketes ter marcado o golo foi do Matheus. A culpa do Harder ter feito o segundo golo, foi do Matheus. A culpa do Trincão ter feito o que fez no terceiro golo, foi do Matheus. Aposto que com mais uns minutos, o Matheus seria culpado de mais alguns golos. Por amor de Deus, surpreende-me muito a total falta de autorreflexão. E aqui, meus caros, das coisas que mais me irrita, parte da comunicação social tem culpa. Não toda, mas parte. Comentadores, jornalistas, cartilheiros. Dizem que quando os grandes perdem, somos todos iguais. Porque não há coragem para criticar os presidentes dos grandes. Fazem todos o mesmo na derrota, todos se desculpam… Não meus caros. Não fazemos todos o mesmo”, continuou Frederico Varandas.
Jogo com o Santa Clara
A vitória (2-1) do Sporting diante do Santa Clara, nos Açores, para a 11.ª jornada da I Liga, foi comentada pelo dirigente, novamente num tom irónico.
“A prova que o manto verde está forte e pujante, surgiu o canto dos Açores. Terminou o jogo e 30 minutos depois, FC Porto e Benfica já tinham feito comunicado. Pelo escândalo e erro gravíssimo. E vamos de uma forma racional analisar o erro. No final dos descontos, o auxiliar assinala erradamente um canto a favor do Sporting. Eu estava na tribuna nem me apercebi de erro algum tal foi estranheza da trajetória da bola. Por se praticar futebol num relvado impraticável. Uma vergonha de relvado! A bola de repente parecia que tinha uma toupeira no relvado.”
“E o fiscal levou-se pelo engano e marcou imagine-se, um canto! Parece que marcou um penálti, um golo irregular. Não! O arbitro enganou-se e marcou um canto. Analisem e vejam porque se enganou. Um canto, esse momento tático letal, que tem percentagem de três por cento de eficácia de golo! Mas vou admitir que o canto se transformou num penálti: um canto é golo. Meus amigos, pura demagogia, falta de seriedade e tenham vergonha!», disse, terminando com as notícias que deram conta que o árbitro [João Gonçalves] foi para a jarra. Nunca vi a comunicação da FPF a colocar um árbitro na jarra por causa de um canto. Nunca tinha visto. mas foi o que aconteceu. Foi muito grave. Vi fonte da FPF, uma hora depois do jogo, queimarem árbitro na praça pública por marcar mal um canto”, recordou.
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