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Depois de semana de incerteza, investidores preparam-se para conhecer dados da inflação

Depois de semana de incerteza, investidores preparam-se para conhecer dados da inflação

A semana que passou foi marcada por fatores geopolíticos e por dados macroeconómicos dos Estados Unidos, já esta semana, os dados macroeconómicos vão continuar a ser divulgados, com a inflação norte-americana a ser conhecida na terça-feira.
Sexta-feira foram divulgados os dados do emprego norte-americano de dezembro, onde foram criados 50 mil novos postos de trabalho, um valor abaixo do esperado. Contudo a taxa de desemprego caiu para 4,4%.
Já os dados sobre a inflação, que tem vindo a desacelerar ao longo do último trimestre de 2025, o mercado aponta para uma ligeira subida, o que “a concretizar-se, influenciará fortemente as expectativas sobre cortes de juros por parte da Fed nas próximas reuniões”, referem os analistas da XTB.
Estes dados são importantes para dar aos investidores uma noção do que podem ser os próximos movimentos da Reserva Federal (Fed), uma vez que o emprego e a inflação são dos indicadores preferidos da Fed.
O petróleo também foi tema de conversa na semana que terminou, tendo o anúncio de Donald Trump sobre um possível acordo energético com a Venezuela reacendido “o debate sobre o regresso do petróleo venezuelano aos mercados internacionais. Apesar das limitações operacionais do país, a simples expectativa de aumento da oferta — tendo em conta que a Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo — foi suficiente para pressionar os preços do crude ao longo da semana. Ao mesmo tempo, preocupações sobre potenciais interrupções na produção venezuelana e riscos geopolíticos no Irão contribuíram para alguma volatilidade nos preços do Brent e do WTI”, declaram os analistas.
Apesar da incerteza, as bolsas mostraram “resiliência”, com os principais índices europeus a superarem os norte-americanos. “Este desempenho foi sustentado sobretudo pelas ações industriais e do sector da defesa, beneficiando do apoio dos EUA, pela primeira vez, à proposta europeia de garantias de segurança no contexto de um eventual cessar-fogo na Ucrânia”, sublinham os analistas.
O ouro também esteve em destaque durante esta semana, tendo “estado sob pressão devido a uma modesta recuperação do dólar norte-americano nas últimas duas semanas, o que tende a penalizar o ouro em virtude da correlação inversa entre os dois ativos. Ainda assim, o suporte para os preços do ouro mantém-se sólido em torno do nível dos 4.450 dólares, sustentado pela persistente incerteza geopolítica, que continua a alimentar a procura por ativos de refúgio, bem como pelas expectativas dovish em relação à Reserva Federal, que atualmente apontam para pelo menos dois cortes das taxas de juro em 2026”, afirma Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe.

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