O voto mais seguro
Domingo os portugueses votam um novo Presidente da República e não se devem impressionar por aqueles que, com superioridade, dizem que não há candidatos à altura. Não é verdade: há pelo menos um que tem as condições de moderação, de equilíbrio e de sensatez para que se vote nele com a convicção que melhorará o exercício do cargo.
Nas poucas competências, mas importantes, que o chefe do Estado possui na República Portuguesa, não é importante animar o povo com “selfies” ou comentários sucessivos, mas sim defender os reais interesses da maioria através do diálogo com os governos e com os partidos. O Presidente deve supervisionar a ação executiva do Governo assegurando a democracia, o Estado de Direito e a Constituição.
A história recente ajuda a esta reflexão. O governo batizado de “geringonça”, que juntou os partidos de esquerda, foi supervisionado por um Presidente de direita. Várias vezes o PS governou supervisionado, e bem, por presidentes de direita: houve um contrapeso ao seu exercício do poder.
Para que tal suceda no atual ciclo político, no dia 18 o voto mais seguro não será escolher um moderado útil, mas sim quem está preparado para assumir um papel atento e cooperante. Alguém que não seja subserviente ou submisso por interesse partidário ou por conveniência política.
Os radicais nunca promoveram boas mudanças – os moderados sim. Depois de o país ter virado à direita, não se deve eleger um radical, nem um liberal que despreza o Estado Social, nem um moderado que se limitará a subscrever as decisões do Governo.
Nestas eleições há dois moderados que poderão exercer o papel de um Presidente fiscalizador, mas só um tem a experiência, e o perfil, para o fazer: é ético, honesto, decente, correto. É um perfil que só ele tem.
Estas eleições, e este cargo, não são para aventureiros.
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