Itália-Noruega aquece e Haaland acusa Mancini: “Tocou-me no rabo”
A Noruega surpreendeu, este domingo, tudo e todos, ao derrotar Itália, em pleno Stadio Giuseppe Meazza, por categóricos 1-4, para carimbar o apuramento direto para o Campeonato do Mundo de 2026, com um registo ‘imaculado’ de 24 pontos conquistados (e 37 golos marcados e apenas cinco sofridos) ao cabo de oito jornadas, no Grupo I.
A formação transalpina até foi a primeira a fazer a festa, logo ao 11.º minuto, mas viu os escandinavos darem a volta ao resultado, já no segundo tempo, por intermédio de Antonio Nusa, Jorgen Strand Larsen e, claro está, Erling Haaland, que marcou dois golos no espaço de apenas um minuto (aos 78′ e aos 79′), já depois de ter estado envolvido no mais ‘quente’ momento da partida.
O avançado ‘pegou-se’ com Gianluca Mancini, e teve mesmo de ser agarrado pelo guarda-redes adversário (e também seu companheiro de equipa, no Manchester City), Gianluca Donnarumma. Em declarações prestadas à estação televisiva norueguesa TV2, imediatamente após o apito final, o próprio explicou o que aconteceu.
“Quando o jogo estava empatado, a 1-1, ele começou a tocar-me no rabo, e eu pensei ‘O que é que estás a fazer’. Depois, empolguei-me um pouco e disse-lhe ‘Muito obrigado pela motivação. Vamos a isso, cara***’. Acabei por marcar dois golos, e vencemos, por 1-4, por isso, foi bom. Agradeço-lhe muito”, atirou, entre risos.
“Nós quebrámos padrões e tornámo-nos melhores jogadores, do ponto de vista individual. Houve jogadores que tiveram grandes evoluções, como Antonio Nusa ou Oscar Bobb, que, agora é titular nalguns jogos, no Manchester City. É um pouco louco pensar nisso, e é importante que tenha acontecido, tendo em conta o país que somos”, prosseguiu.
“Provavelmente, este foi o resultado mais louco. O facto de termos vindo cá e vencido, por 1-4, é absolutamente de loucos, e demonstra que nós somos um pouco imprevisíveis. É muito bom que toda a gente saiba isso (…). Foi absolutamente de loucos. Estou orgulhoso, isto é fantástico”, completou.
“Estou feliz, mas mais aliviado, para ser sincero”
A terminar, Erling Haaland não escondeu a satisfação para com o facto de, aos 25 anos de idade, ter agarrado a oportunidade de conquistar aquele que será o primeiro Campeonato do Mundo da carreira, depois de tudo aquilo que fez, ao nível dos clubes por onde passou: “Estou feliz, mas mais aliviado, para ser sincero”.
“Chegou a altura [de falar do Campeonato do Mundo]. Eu quis falar sobre isso durante semanas, mas não podia. É o que é, temos de manter-nos profissionais. Agora, podemos, finalmente, começar a pensar no Campeonato do Mundo, uma vez que já conseguimos o apuramento”, sublinhou.
Este, recorde-se, será o primeiro Mundial no qual a Noruega estará presente desde 1998. Na altura, os escandinavos foram uma das equipas-sensação, ao ponto de terem derrotado o ‘todo-o-poderoso’ Brasil, por 1-2. Curiosamente, a caminhada chegaria ao fim, nos oitavos de final, fruto de uma derrota perante… Itália, por 1-0.
A seleção transalpina, por seu lado, viu-se remetida aos playoffs, onde tentará apurar-se, de uma vez por todas, para um Campeonato do Mundo, algo que já não acontece desde 2014.
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