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Pinto Luz responde à Ryanair: “Não apreciamos intimidação nem inverdades”

Pinto Luz responde à Ryanair: “Não apreciamos intimidação nem inverdades”

A Ryanair acusou esta semana o Governo de travar o crescimento da Portela para proteger a TAP e o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz já reagiu no Instagram, dizendo “não apreciamos intimidação nem inverdades. Preferimos factos”.
Recorde-se que o presidente executivo da Ryanair acusou, esta quarta-feira, o Governo português de limitar o crescimento do aeroporto de Lisboa para proteger a TAP e alertou que a fiscalidade ambiental europeia torna deficitárias as rotas para os Açores.
Segundo a Lusa, Michael O’Leary considera que o executivo está a travar “artificialmente” a expansão do aeroporto da Portela para proteger a TAP, defendendo que Lisboa poderia aumentar de imediato a sua capacidade sem novas infraestruturas.
“Lisboa poderia facilmente crescer hoje para 35 milhões de passageiros, basta dizer que a capacidade do terminal é aumentada”, afirmou Michael O’Leary, numa conferência de imprensa em Lisboa.
“O constrangimento não está na pista, mas em decisões políticas”, aponta o CEO da Ryanair que acrescentou que “temos uma pista em Lisboa e dizem que está cheia com 25 milhões de passageiros. Há uma pista em Gatwick e ainda assim há 65 milhões de passageiros e confusão. Portanto, não é uma questão de pista. Seria possível aumentar facilmente o tamanho do Terminal 2 na Portela”.
Michael O’Leary afirmou que o Governo está “obcecado em proteger e cuidar da TAP”, acrescentando que só após a privatização da companhia aérea será possível libertar capacidade.
“Quando a TAP for vendida, então pode aumentar a capacidade do terminal de Lisboa e permitir-nos ter mais voos”, afirmou.
O CEO da Ryanair defendeu também a expansão do Terminal 2 e a abertura do Montijo, classificando o processo como um bloqueio prolongado, segundo a Lusa.
“O Montijo é uma vergonha nacional”, afirmou citado pela agência, sublinhando que “todas as outras capitais da Europa matariam por ter um segundo aeroporto assim no meio da cidade”.
“Sim, é preciso construir um terminal, mas isso é bastante barato e tem a ponte do lado direito que leva diretamente ao centro de Lisboa”, apontou, referindo-se à ponte Vasco da Gama. “A capacidade no Montijo pode ser aumentada com uma caneta”, reforçou.
Na mesma conferência de imprensa, o responsável alertou ainda para o impacto da fiscalidade ambiental europeia nas ligações aéreas aos Açores, considerando que as rotas se tornaram economicamente inviáveis.
“Uma família de quatro pessoas a viver em Lisboa que queira ir passar um fim de semana aos Açores paga 96 euros em impostos ETS [Sistema de Comércio de Emissões de gases de efeito estufa da UE]”, disse, acrescentando que voos para destinos fora da União Europeia, como Marrocos, estão isentos.

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