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Um ano de garantia pública do crédito à habitação: 25,5 mil contratos no valor de 5,1 mil milhões

Um ano de garantia pública do crédito à habitação: 25,5 mil contratos no valor de 5,1 mil milhões

No primeiro ano completo de vigência do regime de garantia do Estado, foram celebrados 25,5 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente ao abrigo desta medida, num montante total de 5,1 mil milhões de euros. Estes contratos corresponderam a 42,7% do número de contratos e a 45,0% do valor global contratado, em 2025, por jovens até aos 35 anos. Os números foram avançados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.
Considerando o total do crédito concedido em 2025 pelo sistema financeiro para aquisição de habitação própria e permanente, os contratos com garantia pública representaram 23,5% do número de contratos e 26,8% do montante de crédito concedido.
Apenas no mês dezembro, foram celebrados 2,6 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente com garantia do Estado, num montante total de 533 milhões de euros. Estes contratos representaram 49,1% dos contratos e 50,9% do montante contratado por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade.
Em relação ao mês anterior, o número de contratos com garantia do Estado e o respetivo montante aumentaram 2,0% e 1,3%, respetivamente.
No final de dezembro de 2025, o montante total disponibilizado pelo Estado no âmbito deste regime era de 701 milhões de euros, dos quais 59,2% estavam utilizados.
O banco central diz que durante o ano de 2025, nas regiões do Alentejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo, Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela, mais de metade dos contratos de crédito à habitação própria e permanente celebrados por jovens beneficiaram da garantia do Estado.
O peso destes contratos foi inferior na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, representando cerca de um terço dos contratos de habitação própria permanente celebrados por jovens nestas regiões.
Recorde-se que o Governo reforçou a garantia pública no crédito à habitação para jovens até 35 anos, elevando o montante total para 1.550 milhões de euros, ou seja, mais 350 milhões, para responder à solicitação dos bancos de verbas adicionais da quota que lhes coube na garantia que permite o financiamento a 100% para a primeira casa. Esta medida, ativa até ao final de 2026, garante até 15% do valor do imóvel, isentando jovens de IMT e Imposto do Selo. 

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