Kiwior e Bednarek e os desafios no FC Porto: “A francesinha assusta-me”
O FC Porto publicou esta terça-feira uma interação entre Jan Bednarek e Jakub Kiwior para marcar o dia nacional da Polónia. Os dois defesas-centrais chegaram esta temporada ao futebol português e revelaram as primeiras impressões do clube portista e da cidade Invicta num vídeo publicado no YouTube, com o nome de “Polska Files”.
“Tudo aconteceu muito rápido. Mas o que fica gravado é a sensação de jogar num Estádio cheio, numa apresentação da equipa, com muitas emoções e um entusiasmo evidente. Vencemos um adversário de qualidade, por isso foi positivo. Algo que me impressionou foi a chegada do nosso autocarro ao estádio, com milhares de pessoas presentes, muitos fãs a apoiarem-nos e a receber-nos calorosamente”, começou por dizer Bednarek, que foi o primeiro dos dois jogadores a chegar ao Estádio do Dragão.
“Como disse antes, esta cidade vive o clube, transmite muita energia aos jogadores e, desde o primeiro momento, se sente que há motivos para lutar e pessoas pelas quais vale a pena lutar. E isso, para mim, é o mais importante”, continuou, antes de Kiwior dar o seu parecer sobre as bancadas do Dragão.
“Talvez não tenha tido uma receção tão calorosa na minha estreia, mas, de facto, já tínhamos tido a oportunidade de jogar aqui antes, na Liga das Nações, e já naquela altura sentia-se um ambiente agradável. Contudo, o meu primeiro jogo contra o Nacional vai certamente ficar na minha memória. A atmosfera também era muito boa e ajudou-me imenso a entrar no ritmo da partida”, revelou o defesa central de 25 anos.
“Sem dúvida que essa atmosfera que os adeptos criam já antes do jogo, seja na receção ao autocarro, ou quando vamos a caminho e as pessoas estão nas varandas com os cachecóis a acenar para nós, vê-se a alegria das pessoas que vão ao jogo para nos apoiar”, acrescentou.
Os camisolas quatro e cinco fazem parceria no eixo defensivo do sistema tático de Francesco Farioli, mas também na seleção polaca, algo que ambos consideram que é importante para ajudar a equipa azul e branca.
“É ótimo podermos jogar juntos e sem dúvida, isso facilita a comunicação no nosso trabalho, contudo, creio que aqui temos simplesmente uma função definida em campo e, tal como o Kiwior, a minha principal tarefa é ajudar os colegas dentro do jogo e fazer sempre o que for melhor para a equipa”, adiantou Bednarek.
“Não vamos ganhar o jogo só os dois, por isso precisamos do resto da equipa. Nós fazemos a nossa parte no campo, os nossos colegas fazem as deles. Eu joguei um pouco menos que o Jan, mas desde o início que me entendo muito bem com os colegas dentro de campo”, reforçou Kiwior.
De seguida, os dois jogadores foram ‘desafiados’ a definir o FC Porto numa palavra, com ambos a escolherem expressões diferentes. Kiwior adotou a palavra “qualidade”, avaliando de forma positiva o facto de “todos terem um único objetivo e que todos sabem que, em cada jogo, cada um entra com a mesma ideia de que é preciso ganhar. Isso sente-se”. Já Bednarek foi pelo ‘caminho’ da “paixão”, reforçando que esta se “sente, seja no clube, ou na cidade”.
Das francesinhas à cidade. As primeiras impressões de Kiwior e Bednarek
Vindos dos arredores das cidades na Polónia, acabaram por sofrer um ‘choque’ cultural que é habitual quando alguém se muda para outro país. Mas o que parece ter sido mais complicado foi… a comida.
“A francesinha assusta-me. É um prato que tem tudo. Às vezes ainda penso em experimentar, mas… adio sempre. Não estou preparado ainda”, confessou o central de 29 anos, antes de ver que Kiwior concordava com a questão gastronómica, ainda que em parte.
“É difícil, para mim, experimentar comidas novas. No entanto, estivemos juntos num restaurante e comemos bastante bem. O tempo que passei aqui, até ao momento, foi muito agradável. Tanto no Clube, como fora dele”, confessou o jogador emprestado pelo Arsenal.
No entanto, ambos acreditam que é uma cidade fantástica, com pessoas e paisagens impressionantes. “As paisagens aqui são realmente fantásticas. Já tive a oportunidade de jantar com a minha esposa perto da ponte Luís I e o sítio é mesmo muito agradável”, disse Kiwior.
“O que mais me impressiona aqui são mesmo as pessoas. A forma como elas são. São muito agradáveis, abertas e transmitem muita energia positiva. Sente-se mesmo aquela cultura da Europa do Sul”, completou Bednarek.
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