Racismo no basquetebol feminino. Joana Ramos insultada na Madeira
Joana Ramos, jogadora portuguesa do Grupo Desportivo e Recreativo André Resende, da II Liga de basquetebol feminino, foi alvo de insultos racistas no último domingo, aquando da visita ao Francisco Franco, no Funchal, Madeira, em jogo da 5.ª jornada.
A dada altura da partida, um adepto presente na bancada proferiu insultos bem audíveis na direção da base de 33 anos e o momento exato foi partilhado nas rede sociais, gerando uma onda de indignação.
“Está calada….”, pode ouvir-se, antes dos insultos.
Apesar do momento negativo, Joana Ramos, que no passado vestiu a camisola de Benfica e Imortal, não se deixou influenciar e assinou uma exibição de mão cheia, abrilhantada por 29 pontos, três assistências e outros tantos ressaltos. Ainda assim, o GDR André Resende saiu derrotado da Madeira (60-67).
GDR André Resende já reagiu
Na segunda-feira, o GDR André Resende reagiu ao sucedido em comunicado, lembrando que o “desporto não é palco para o racismo”.
“O GDRAR repudia veementemente os atos de racismo e de assédio moral ocorridos durante o jogo do passado dia 9 de novembro, frente ao CDEFF, a contar para o Campeonato Nacional CN1”, pode ler-se na “nota de repúdio” do emblema de Évora.
“O clube irá comunicar os factos às autoridades competentes e tomará todas as medidas cabíveis para que o caso seja devidamente apurado e os responsáveis punidos. O desporto não é palco para o racismo. É, sim, o palco onde as atletas são e devem ser as únicas protagonistas”, conclui o GDR André Resende.
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