Da rivalidade com o Benfica ao impacto de Farioli. Prpic fala de tudo
Dominik Prpic, defesa central do FC Porto, concedeu, na manhã desta quarta-feira, uma extensa entrevista ao jornal croata 24 Sata, na qual, entre outros temas, falou sobre os seus primeiros meses com a camisola do clube azul e branco.
“Do míster [Farioli] só tenho palavras de elogio. Deu-me uma oportunidade, vejo que me valoriza muito e acredita em mim, e por isso estou-lhe muito grato. Tenho de continuar a trabalhar e a esperar pela minha oportunidade… Aliás, foi isso mesmo que me foi dito quando assinei o contrato. O primeiro ano é um ano de adaptação ao clube, à liga, à mentalidade… Estava consciente de que iria ser utilizado gradualmente e que teria a minha oportunidade. Cabe-me apenas treinar e aproveitar os minutos”, começou por dizer o jovem, admitindo que o Benfica é o maior rival do FC Porto.
“Em termos de rivalidade, sim. É claro que o Benfica é o nosso maior rival, tal como o Dínamo é o maior rival do Hajduk, mas diria que os adeptos na Croácia são diferentes. Os nossos adeptos são mais numerosos, estão presentes também nos jogos fora, são ruidosos e dão-nos muito apoio, o que significa muito para nós”, vincou, detalhando a relação do seu treinador com o restante plantel.
“Tivemos um início muito bom, pode dizer-se que não podia ser melhor: dez vitórias e um empate com o Benfica. Somos uma equipa jovem, com carácter, temos boa qualidade individual, mas o mister exige que sejamos uma verdadeira equipa, cria união e mantém-nos atentos. Quando sente que baixamos o ritmo, tenta logo despertar-nos”, referiu.
Dominik Prpic soma apenas oito jogos esta temporada com a camisola do FC Porto. Apesar do pouco tempo de jogo, o croata assume que não poderia estar mais entusiasmado com a companhia no eixo defensivo.
“O Jakub Kiwior chegou por empréstimo do Arsenal, o Jan Bednarek jogou no Southampton, o Nehuen Pérez também é experiente, mas lesionou o tendão de Aquiles e vai ficar algum tempo de fora… Por agora, Bednarek e Kiwior estão em destaque, mas ambos são muito corretos comigo. Apesar de sermos concorrentes por um lugar no onze, ajudam-me muito; posso dizer que é uma concorrência saudável, da qual posso aprender e evoluir”, sustentou o jovem jogador.
Prpic tem contrato com o FC Porto até junho de 2030 e está blindado com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. O centra vê estes números como símbolo de confiança.
“É verdade, fiquei surpreendido quando soube da cláusula, mas ela encaixa-se na forma como o clube me vê e no plano que me apresentaram. Para já, tudo está a correr bem. Tenho uma relação muito boa com o treinador, com o presidente e com todos no clube; são acessíveis, simpáticos, ajudam-me, e só tenho palavras de apreço”, destacou Prpic, que tem aprendido português.
“Não, ninguém insistiu, mas inscrevi-me num curso logo que cheguei. Já aprendi os termos futebolísticos, consigo pedir comida num restaurante e comunicar na rua… Acho que aprender a língua é útil, mas também mostra respeito pelo meio em que passaste a viver”, finalizou.
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