Bolsa de Lisboa e Europa seguem no verde depois do fim do shutdown nos Estados Unidos
A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão desta quinta-feira com uma valorização de 0,59% para os 8.343,03 pontos. Na Europa o sentimento é verde, com excepção dos índices bolsistas da Alemanha e do Reino Unido, depois de confirmado o fim do shutdown nos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira.
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Teixeira Duarte que sobe 3,24% para os 0,70 euros, seguida pela Mota-Engil que valoriza 3,02% para os 5,97 euros, e a Sonae que sobe 2,77% para os 1,48 euros, depois de reportar um aumento de 38% nos lucros até setembro.
No verde está ainda a Ibersol, a NOS, a EDP, a REN, a Semapa, os CTT, a Navigator, a Corticeira Amorim, o Banco Comercial Português (BCP), a Altri, a Jerónimo Martins.
No vermelho está a Galp Energia que caiu 0,33% para os 18,05 euros, seguida pela EDP Renováveis que desce 0,25% para os 11,77 euros.
As principais bolsas europeias estão na sua maioria no verde com exceção dos índices bolsistas alemão e britânico. O DAX (Alemanha) quebra 0,64% para os 24.224,72 pontos, o CAC 40 (França) sobe 0,50% para os 8.282,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,58% para os 9.854,25 pontos.
O AEX (Países Baixos) avança 0,14% para os 969.87 pontos, o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,08% para os 16.630,50 pontos, e o FTSE MIB (Itália) sobe 0,28% para os 44.917,00 pontos.
“As bolsas europeias seguem maioritariamente com ganhos ligeiros, depois de Donald Trump ter assinado a legislação que encerra a paralisação governamental mais longa da história dos Estados Unidos. O DAX é um dos que contraria o sentimento, arrastado pelo tombo da Siemens, que prevê impacto cambial nos seus lucros, ofuscando assim a valorização da Merck KGaA, também em reação a contas. O britânico Footsie está também no vermelho, após revelação de que a economia do Reino Unido terá crescido menos que o previsto no terceiro trimestre, com o produto interno bruto (PIB) a expandir apenas 0,1% face aos três meses antecedentes”, refere a research do Millennium.
“De resto, de notar o ganho da Delivery Hero, perante sinais positivos de início de trimestre na Ásia. O setor Tecnológico é o mais animado, depois da norte-americana Cisco Systems ter elevado as suas projeções para 2026. Por cá a resposta positiva às contas da Sonae ajuda a catalisar o PSI. Mais logo há expetativas para a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, pelas 13h30m de Lisboa, mas com grande probabilidade de serem adiados uma vez mais, pois a paralisação dos serviços americanos pode ter impossibilitado o registo da leitura de preços”, acrescenta o Millennium.
Já o analista da ActivTrades Europe, Henrique Evangelista, destacou o sentimento positivo que índices como o S&P 500 e Nasdaq têm vindo a registar desde o início da semana devido à possibilidade do fim do shutdown nos Estados Unidos, que acabou por se efetivar durante a madrugada desta quinta-feira.
“Mas desde a sessão de quarta-feira tem-se assistido a uma realização de lucros, à medida que os investidores continuam a ver o risco a aumentar, particularmente no setor tecnológico. Entretanto, apesar do fim da paralisação, a Casa Branca já afirmou que os dados da inflação ao consumidor, que seriam publicados hoje, e os da inflação ao produtor, previstos para amanhã, poderão nunca ser divulgados, o que deixaria os dirigentes da Reserva Federal norte-americana (Fed) numa posição de fragilidade para a próxima decisão sobre as taxas de juro, em dezembro”, acrescentou Henrique Evangelista.
Petróleo a negociar em alta e dólar a enfraquecer face ao ouro
O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 0,53% para os 63,04 dólares e o crude valoriza 0,56% para os 58,82 dólares.
O euro está a subir 0,13%, face ao dólar, para os 1,16062 dólares e o euro está a valorizar 0,01%, face à libra, para as 0,88279 libras.
O CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista, destaca o máximo de três semanas que o preço do ouro registou esta quinta-feira.
“O metal precioso acumulou ganhos superiores a 5% desde o início da semana, sustentado pela perceção generalizada de que a divulgação de dados económicos relevantes — prevista para depois do fim da paralisação do governo norte-americano — revelará fragilidades na economia dos Estados Unidos e aumentará a probabilidade de um novo corte das taxas de juro pela Reserva Federal em dezembro”, referiu Ricardo Evangelista.
Para Ricardo Evangelista esta dinâmica acabou por “enfraquecer” o dólar e “beneficiar” o ouro.
“Ao mesmo tempo, a reabertura do governo dos Estados Unidos gerou também algum otimismo nos mercados financeiros e deverá impulsionar os ativos de maior risco, como as ações — um cenário que poderá, em última análise, limitar o potencial de valorização do ouro. Ainda assim, a consolidação dos preços acima do nível dos 4.200 dólares poderá indicar que o caminho de menor resistência continua a ser em sentido ascendente, com as correções a representarem oportunidades de compra”, considera o CEO da ActivTrades Europe.
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