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Solskjaer diagnostica questão de Amorim no Manchester United: “Horrível…”

Solskjaer diagnostica questão de Amorim no Manchester United: “Horrível…”

Ole Gunner Solskjaer, antigo jogador e treinador do Manchester United, concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista ao canal de YouTube ‘The Overlap’, na qual procurou diagnosticar as dificuldades que Ruben Amorim tem sentido na hora de impor, no Manchester United, o sistema tático que tanto sucesso teve, no Sporting.
 
“Já joguei em 3x4x3 ou como queiram chamar. É horrível jogar contra isso, quando é bem utilizado, porque, se queres pressionar alto… A primeira equipa a conseguir fazê-lo verdadeiramente, que me lembre, foi o Barcelona, contra o Liverpool, há uns anos, na Liga dos Campeões”, começou por afirmar.
“Pensei ‘Uau, como é que o Liverpool pode pressionar contra isto?’, porque, na verdade, tens de defender homem a homem, é a tua única chance, porque tens de acompanhar as corridas e tudo o resto. Quando funciona… Provavelmente, precisas que as equipas te pressionem para fazeres funcionar verdadeiramente”, prosseguiu.
“Agora, o Manchester United parece ganhar mais vezes quando tem menos de 50 ou 45% de posse de bola, em vez de quando tem 55 ou 60%”, completou o antigo internacional norueguês, que está afastado do ativo desde o passado mês de agosto, quando abandonou o comando técnico do Besiktas.
O “mergulho” que tramou Jadon Sancho
Ole Gunner Solskjaer debruçou-se, de seguida, sobre os problemas de Jadon Sancho, internacional inglês adquirido ao Borussia Dortmund, no verão de 2021, a troco de uma verba na ordem dos 85 milhões de euros, mas que acabou por não conseguir singrar, ao serviço do Manchester United, somando empréstimos a Chelsea e, agora, Aston Villa.
“Não teve sorte, porque, antes de vir, foi de férias, como é costume, fez mergulho e tudo o resto, e sofreu aquela infeção nos ouvidos. Esteve no hospital, sentiu muitas dificuldades, nos dez primeiros dias, antes de começar a trabalhar connosco, no Manchester United”, apontou, antes de falar de outro ‘problema’, chamado… Marcus Rashford.
“Não falo com o Marcus desde que saí, com exceção de algumas mensagens trocadas, mas são circunstâncias diferentes. Eu não sei o que é que aconteceu na vida do Marcus, mas dá para ver que está a desfrutar, agora, no Barcelona, e parece que, no final, não desfrutava, aqui”, sublinhou.
“Não sei… Cada um é diferente. Há a pressão da vida, a pressão do futebol… Eu não sei o que é que se passa com os jogadores, quando chego lá, de manhã, e os vejo mal humorados. O trabalho do treinador é esse. Depois, falas com eles, e dizes que já percebeste que se passa algo de errado”, acrescentou.
“Não se fala sobre isso, na comunicação social, na maior parte das vezes, por isso, não sabemos verdadeiramente o que é que se passa. Só quero que esteja bem, porque é um jogador incrível, quando está em forma, feliz e com energia”, rematou, a propósito de um avançado que, na presente temporada, soma já seis golos e oito assistências ao cabo de 16 jogos oficiais com a camisola do Barcelona.
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