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Proposta do PS para isenção de portagens no Alentejo custará 20,5 milhões de euros

Proposta do PS para isenção de portagens no Alentejo custará 20,5 milhões de euros

Proposta do PS para isenção de portagens no Alentejo custará 20,5 milhões de euros, conforme avançou o grupo parlamentar. Esta é uma das medidas em que o PSD quer a avaliação da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), de acordo com o que avançou o Jornal Económico, esta sexta-feira.
Em comunicado, o PS disse que “o Grupo Parlamentar do PS estima que a sua proposta de isenção de portagens para os residentes do Alentejo terá um custo de 20,5 milhões de euros anuais e considera tratar-se de “justiça territorial”.
“Os socialistas querem, com esta proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2026, isentar o pagamento de portagens na autoestrada A6 e nos troços da A2 que servem o Alentejo para residentes e empresas com sede na região“, afirmaram.
Segundo estimativas do PS, com a medida existe “uma média diária de sete mil veículos na A6 e 17.500 na A2 (13.500 excluindo o período entre junho e setembro), correspondendo a receitas anuais de 45 milhões de euros e 115 milhões de euros nos troços abrangidos”.
A ideia do PS baseia-se “num estudo de procura para a linha ferroviária Lisboa/Sines – Caia, onde está caracterizada a procura por transporte rodoviário, os socialistas consideram que apenas cerca de 20% das viagens têm origem ou destino na área de influência direta do eixo que inclui a A6, mas que também inclui o troço da A2 entre Lisboa e Marateca”.
“No caso da A2, assume-se que uma porção importante do tráfego é de atravessamento em direção ao Algarve, com acentuada sazonalidade, e efetuado por não residentes na área de influência definida. Ou seja, 20% do tráfego da A6 e 10% do tráfego do troço relevante da A2 é efetuado por residentes na área de influência”, frisou o grupo parlamentar.
De acordo com o deputado Frederico Francisco, uma vez que o Governo terá 100 dias para implementar a proposta, esta aplicar-se-ia apenas a partir de abril e o impacto orçamental real em 2026 seria de cerca de 15 milhões de euros.
Os sociais-democratas querem saber o impacto orçamental da duplicação das deduções no IRS com despesas de habitação proposta pelo Chega e da isenção de portagens na A6 e A2 para residentes e empresas do Alentejo que o PS propôs para o OE2026. Junta-se ainda a proposta de alteração da Iniciativa Liberal (IL) que passa pela atualização dos escalões de IMT em 14,61%, contra os 2% pretendidos pelo Governo, para que o Estado não fique a ganhar com o aumento do preço das casas e os impactos negativos da crise de acesso à habitação.
 

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