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Moçambique capta investimento sul-africano de 87,7 milhões para turismo de luxo

Moçambique capta investimento sul-africano de 87,7 milhões para turismo de luxo

A paradisíaca ilha de Santa Carolina no arquipélago do Bazaruto, em Moçambique vai receber um investimento de 102 milhões de dólares, o equivalente a 87,7 milhões de euros, do grupo empresarial sul-africano de turismo de luxo especializado em safáris, Singita.
A notícia é avançada este sábado, 15, pelas agências de notícias Lusa, que cita o grupo sul-africano e o seu, Richard Baulene, e pela Bloomberg, que refere o Instituto Nacional de Turismo de Moçambique na base da informação e a confirmação dos sul-africanos.
“O grupo Singita é quem vai investir 102 milhões de dólares no desenvolvimento do projeto turístico na Ilha Santa Carolina, numa parceria público-privada com o Instituto Nacional do Turismo [Inatur], que detém a concessão para exploração e desenvolvimento turístico da ilha”, revelou, este sábado, o responsável daquele grupo sul-africano, Richard Baulene, à agência de notícias Lusa.
A maior fatia do investimento –  60 milhões de dólares – destina-se à construção de um empreendimento com capacidade de 60 camas na ilha, localizada na província de Inhambane. Os outros 42 milhões de dólares têm como alvo projetos no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto.
Segundo a Lusa, que cita um documento do grupo, o investimento será “de capitais próprios” dos sul africanos a concretizar em cinco anos, “contribuindo para o aumento da oferta turística de luxo naquela na província na ordem de 145 camas e criando 240 empregos diretos e 260 indiretos”.
Os sul africanos prometem revitalizar a ilha, que, lembra a Bloomberg, abriga um hotel abandonado onde, segundo reza a lenda, terão estado hospedados em tempos os músicos Elton John e Bob Dylan. Além disso, o investimento “contribuirá para impulsionar o muito necessário ao sector turístico de Moçambique, que luta para se recuperar após meses de violentos distúrbios decorrentes das eleições contestadas do ano passado”. 
Singita opera 19 empreendimentos em quatro países africanos: desde o Ruanda, que explora o nicho da observação de gorilas até safáris no Serengeti, no norte da Tanzânia, onde, segundo a Bloomberg, os hóspedes podem pagar até US$ 36.400 (30.96772 euros, ao câmbio de hoje) por uma villa privativa com chef, mordomo e guias exclusivos. 
Em julho, o governo de Moçambique tinha manifestado a intenção de potenciar o aproveitamento económico e turístico de Santa Carolina, tendo, aprovado uma resolução que concede ao Inatur o direito de conceder, desenvolver e negociar empreendimentos turísticos na região. Daniel Chapo, presidente do país, anunciou, recentemente, também que o governo introduziria vistos de residência de 10 anos para investidores que trouxessem cinco milhões de dólares. 
 

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