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Incerteza esteve de volta aos mercados por causa da IA, mas vêm aí os resultados da Nvidia

Incerteza esteve de volta aos mercados por causa da IA, mas vêm aí os resultados da Nvidia

Na semana passada a incerteza esteve de volta a Wall Street, com muitos a questionaram os negócios de Inteligência Artificial das grandes tecnológicas e sobreavaliação dos ativos em bolsa.
O mercado bolsista dos EUA continua volátil devido às preocupações com a valorização das ações de tecnologia e inteligência artificial, além de um cenário macroeconómico incerto.
Mas, segundo CNBC, os maiores investidores do mundo – que prestam frequentemente mais atenção aos mercados privados do que aos públicos (cotadas), mas que com o boom da inteligência artificial prestes a remodelar a economia durante as próximas décadas não se podem dar ao luxo de ignorar o que está a acontecer com as maiores ações tecnológicas negociadas em bolsa – não estão preocupados.
Na próxima semana o mercado de capitais vai ser marcado pelos números do terceiro trimestre da Nvidia, fechando-se assim o ciclo de apresentação de contas das chamadas “sete magníficas” tecnológicas norte-americanas. Segundo os analistas inquiridos pela FactSet, a fabricante de semicondutores, que tem sido a protagonista do “boom” da inteligência artificial, deverá ter tido um lucro de 1,24 dólares por ação entre julho e setembro.
A época de resultados do terceiro trimestre de 2025 nos EUA continua na próxima semana, com relatórios agendados de empresas como a Home Depot, Target, e Walmart (para além da Nvidia).
Segundo a análise da corretora XTB, os índices de ações dos Estados Unidos (EUA) tiveram um desempenho misto esta semana, com os investidores a desfazerem-se de ações de tecnologia sobrevalorizadas a favor do índice Dow Jones, que está bem posicionado para beneficiar de possíveis cortes nas taxas de juros pela Fed e da reabertura do governo dos EUA.
O que também agora mergulha numa incerteza. Pois o presidente da Fed, Jerome Powell, enfatizou uma abordagem cautelosa, atenuando as expectativas de outro corte nas taxas antes do final do ano.
Na macroeconomia ainda não é certo quais os dados oficiais que vão sair após terem sido suspensos durante os 43 dias de paralisação do governo dos EUA (shutdown). O que é certo é que sem essa orientação, fica mais difícil para os investidores anteciparem a política monetária da Reserva Federal na próxima reunião. A probabilidade de um novo corte das taxas de juro nos EUA é agora inferior a 50%.
Nos EUA, os empregadores privados eliminaram uma média de 11.250 empregos por semana, nas quatro semanas encerradas em 25 de outubro de 2025.
“O sentimento coletivo mantém o tom hawkish da reunião da FOMC, à medida que os responsáveis da Fed lidam com pressões inflacionistas persistentes e um mercado de trabalho em abrandamento, complicado pela ausência de dados importantes devido ao recente encerramento do governo dos EUA”, refere a XTB.
Destaque ainda para a Fed que vai divulgar na próxima quarta-feira as atas do último encontro de política monetária, realizado a 28 e 29 de outubro, quando procedeu a um corte dos juros diretores pela segunda vez este ano.
Na semana passada as bolsas europeias encerraram em baixa. O setor energético foi dos poucos a escapar às perdas, sustentado pela subida dos preços do petróleo.

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