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Típico português deixa tudo para a última… e Portugal vai ao Mundial’2026

Típico português deixa tudo para a última… e Portugal vai ao Mundial’2026

Demorou, mas apareceu. Portugal carimbou o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2026, este domingo, ao golear a Arménia, por uns incríveis 9-1, no Estádio do Dragão, desta vez sem o contributo de Cristiano Ronaldo, devido a castigo.
 
Honrando a camisola 13 de Eusébio, Renato Veiga (7′) estreou-se a marcar pela seleção bem cedo, viu Eduard Spertsyan empatar (18′) e seguiram-se 20 minutos ‘loucos’, com o golo de Gonçalo Ramos (28′), o bis de João Neves (30′ e 41′) e o penálti convertido por Bruno Fernandes (45+3′).
A goleada não ficou por aí. No arranque da segunda parte, Bruno Fernandes não só bisou (52′), como ainda chegou ao hattrick (72′), através de outra grande penalidade. João Neves (81′) quis imitar o seu compatriota e ainda chegou ao 8-1, até que o recém-entrado Francisco Conceição (90+2′) fez o 9-1 final. O típico português deixa sempre tudo para a última e, na verdade, houve festa.

Portugal apurou-se para o Mundial’2026 e Cristiano Ronaldo já reagiu
Cristiano Ronaldo não tardou em celebrar o apuramento de Portugal para o Campeonato do Mundo de 2026, através das redes sociais, após ter estado ausente da goleada diante da Arménia (9-1), no Estádio do Dragão, devido a castigo.
Miguel Simões | 16:41 – 16/11/2025

Com contornos especiais, os falecidos Diogo Jota e Jorge Costa, recorde-se, foram homenageados com uma tremenda ovação no Estádio do Dragão, onde se deu a estreia de um equipamento negro especial lançado em honra aos 60 anos desde a conquista da Bola de Ouro por parte de Eusébio.
À semelhança de outros jogadores dispensados da convocatória de Roberto Martínez, Cristiano Ronaldo não esteve presente no Estádio do Dragão, mas não tardou em festejar a conquista da sua seleção através das redes sociais, após uma partida que entra para a história do futebol português.
Contas feitas, após ter adiado a qualificação nos deslizes diante de Hungria (2-2) e República da Irlanda (2-0), Portugal terminou o grupo F na liderança, com 13 pontos, à frente dos irlandeses (dez), na vaga de playoff, bem como dos húngaros (oito) e da Arménia (três).Agora é preciso esperar pelo sorteio do Mundial’2026, marcado para o próximo dia 5 de dezembro.
Vamos então às notas da partida:
Figura
João Neves poderia muito bem dividir o ‘prémio’ com Bruno Fernandes, mas a escolha só pode recair num dos médios e vai para o do PSG. Para quem nunca tinha marcado qualquer golo em 19 internacionalizações, apontar um hattrick no seu 20.º jogo com a camisola de Portugal – e logo numa das históricas goleadas – merece ser naturalmente destacado. O ex-Benfica parecia que estava em todo o lado.
Surpresa
Renato Veiga surpreendeu, desde logo, ao ‘roubar’ a titularidade a Gonçalo Inácio, mas acabou por dar seguimento ao voto de confiança dado por Roberto Martínez, com um golo madrugador na construção da épica goleada da seleção nacional. Para além disso, sem muito trabalho na defesa, cumpriu razoavelmente bem sempre que foi chamado, apesar do golo consentido por Diogo Costa na primeira parte.
Desilusão
Pode ser ingrato, mas o facto de Henri Avagyan ter sofrido nove golos – já depois dos cinco concedidos na jornada inaugural – acabaram por torná-lo numa das desilusões da partida. É certo que o guarda-redes do Pyunik ainda fez uma ou outra defesa, mas também contou com a ajuda dos postes, por duas ocasiões, para que o resultado não fosse ainda mais dilatado. 
Treinadores
Roberto Martínez teve de substituir forçosamente Cristiano Ronaldo e aproveitou para operar outras quatro mexidas, em todos os setores do terreno, um pouco à imagem daquelas que tinham sido as suas opções na segunda parte do duelo frente à República da Irlanda (2-0). O regresso de Bruno Fernandes deu outra alma ao miolo de Portugal e também aí esteve parte da chave da ‘chapa 9’.
Eghishe Melikyan trocou apenas três peças por comparação ao último onze inicial apresentado e, sem nada em jogo, tentou colocar a sua equipa a ferir o adversário nos contra-ataques. Conseguiu num deles, é certo, mas os nove golos sofridos foram suficientes para demonstrar a supremacia de Portugal em relação à Arménia, pelo que nem as alterações ao intervalo travaram a ‘chuva’ de golos no Dragão.
Árbitro
Irfan Peljto teve uma tarde tranquila, sem casos polémicos, sendo que acertou na decisão de assinalar duas grandes penalidades para Portugal… e sem qualquer intervenção do VAR. Coerente no momento de assinalar as faltas, o árbitro bósnio foi ainda coerente na hora de puxar do bolso para mostrar cartões amarelos, tendo exibido apenas um, a Sergey Muradyan, pela segunda grande penalidade cometida no encontro.
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