Luís Castro e Anthony Lopes abalam a Ligue 1: “Ninguém nos respeita”
O Stade de la Beaujoire-Louis Fonteneau foi, no passado domingo, palco do encontro mais polémico de toda a 13.ª jornada da Ligue 1, que culminou num empate a uma bola entre Nantes e Lorient, e que contou com intervenção direta de toda uma série de ‘caras conhecidas’ do futebol português.
Começando, desde logo, por Chidozie Awaziem, antigo jogador de FC Porto e Boavista, que marcou… em ambas as balizas, sendo que, à beira do apito para o intervalo, ‘traiu’ o internacional português Anthony Lopes, antes de, num dos últimos lances da partida, alcançar a ‘redenção’, com um remate que só parou no fundo das redes.
Após o final, o treinador do Nantes, Luís Castro, não poupou nas críticas tecidas à equipa de arbitragem liderada pelo juiz francês Ruddy Buquet, defendendo que esta errou ao validar o autogolo do internacional nigeriano, visto que surgiu quando este procurou evitar que um cruzamento de Bamo Meité chegasse a Sambou Soumano, que estava em posição irregular.
“Existe muita frustração a propósito de tudo aquilo que se passou, neste jogo. É melhor não falar muito, porque não sei por que é que ninguém respeita o nosso clube. É algo que não consigo controlar. Tento fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Nas coisas que não posso controlar, não me meto”, atirou, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva francesa Canal+.
“É incompreensível validar um golo como aquele”
Além de Luís Castro, também Anthony Lopes não conseguiu calar a revolta, face ao que acabara de acontecer: “Quero destacar a decisão desta noite, a propósito do golo validado ao Lorient. Parece-me bastante incompreensível validar um golo como aquele. Agora, o que é que querem que eu vos diga?”.
“Naquela situação, o jogador [Sambou Soumano] está, claramente, envolvido na jogada, mas ele [Ruddy Buquet] diz que não desempenha qualquer ação de jogo. É claro que sim, só quem jogou futebol é que pode saber que um jogador pratica uma ação de jogo, caso contrário, o Chico não se faria à bola, e eu não iria de encontro ao jogador. Não consigo compreender”, lamentou.
Nantes vai de mal a pior, mas Luís Castro não ‘treme’
Este resultado adensou, de resto, a crise de resultados por que atravessa o Nantes, que, desde o arranque da presente temporada de 2025/26, soma seis derrotas, cinco empates e apenas duas vitórias ao cabo de 13 partidas, o que o deixa na 15.ª posição da Ligue 1, com 11 pontos, tantos quanto Lorient e Metz.
Ainda assim, Luís Castro deixou bem claro que não está receoso de uma eventual ‘chicotada psicológica’: “É algo que não controlo. Não me cabe decidir se continuo ou não. Eu faço o meu trabalho da melhor maneira possível. Quanto às coisas que não controlo, procuro não me preocupar com elas”.
“O mais importante é que eu tento encontrar todas as soluções possíveis, que faço o melhor possível pelo clube, que dou o máximo de mim, na vida. Essa a minha maneira de fazer o meu trabalho”, rematou.
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