WRC, Rally Arábia Saudita: estreia, história ou tri?
Jeddah transforma-se esta semana no epicentro do Campeonato do Mundo de Ralis, com a estreia absoluta do Rally Arabia Saudita a decidir tudo num duelo titânico entre Elfyn Evans, Sébastien Ogier e Kalle Rovanperä — os três pilotos da Toyota Gazoo Racing, separados por escassos pontos após uma época de emoções globais que percorreu 13 países e atinge agora o derradeiro capítulo, de 26 a 29 de novembro.
Para Elfyn Evans, ser campeão seria uma estreia, Sébastien Ogier pode fazer história ao igualar os nove títulos de Sébastien Loeb e Kalle Rovanperä chegar ao tri antes da despedida dos ralis…
Um desafio novo sob o céu saudita
O Rally Arabia Saudita representa o primeiro regresso do WRC ao Médio Oriente desde o Rally Jordânia, em 2011, e abre-se como terreno desconhecido — para pilotos e equipas. Com base no Jeddah Corniche Circuit, palco da Fórmula 1, o rali oferece 17 especiais e quase 320 km contra o cronómetro, onde as mudanças de terreno são regra: pisos duros e rápidos, trechos sinuosos em montanha e passagens abrasivas entre rochas e muita areia. O compromisso entre velocidade, navegação precisa e robustez mecânica será determinante em cada quilómetro.
Luta pelo título: rivalidade histórica
Evans chega ao Médio Oriente com vantagem de três pontos sobre Ogier; Rovanperä mantém-se matematicamente na corrida, 24 pontos atrás, alimentando um dos finais mais equilibrados desde 2018. O formato inovador, com arranque na quarta-feira e final no sábado – ainda assim designado ‘Super Domingo’ para não variar – promete suspense até à última passagem pelo troço decisivo de Thahban, a ser disputado como Power Stage no sábado.
Protagonistas e estrelas em foco
A lista de inscritos é de luxo: 12 Rally1 (número inédito desde a Acrópole, incluindo o regresso de Nasser Al-Attiyah (estreia nos Rally1) e Ott Tänak (última prova com a Hyundai).
O campeão Oliver Solberg lidera os 21 concorrentes Rally2, com vários títulos da WRC2 Challenger ainda em aberto. No pelotão, Burcu Çetinkaya destaca-se ao volante do Renault Clio Rally3, representando a FIA Women in Motorsport.
História, cultura e futuro para o automóvel
A ascensão saudita no desporto automóvel é notável. Proibida a competição até 2001, a modalidade rapidamente entrou em força com a chegada da F1, Fórmula E, Rally-Raid (Dakar) e, agora, o WRC. Ao receber o maior palco dos ralis mundiais, a Arábia Saudita reivindica espaço e já alguma tradição, com apoio institucional ilimitado e uma organização empenhada em garantir segurança e impacto global.
O rali desenrola-se em quatro dias, começando com shakedown, seguido por duas Super Especiais em asfalto e múltiplos troços de diferentes características. Sexta-feira é o dia mais duro, com mais de 140km competitivos. Sábado promete decisão e drama nas duas passagens por Thahban, sendo a última a Power Stage que poderá coroar o novo campeão do mundo.
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