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F1: Kimi Antonelli e a ‘aprendizagem’ dos pneus

F1: Kimi Antonelli e a ‘aprendizagem’ dos pneus

Em Las Vegas, Kimi Antonelli surpreendeu ao completar 48 voltas consecutivas com o pneu duro, uma façanha que nem ele próprio acreditava conseguir no início da temporada. Questionado por David Croft da Sky Sports F1 na conferência de imprensa, se teria sido capaz de replicar essa estratégia nas primeiras corridas, o italiano respondeu com honestidade: “Definitivamente, não. Eu não teria conseguido fazer isso no início da temporada. Acho que durante a temporada, aprende-se muito”.
Durante a época, Antonelli aprendeu a lidar com diferentes compostos de pneus e a perceber o comportamento particular de cada um, o que lhe permitiu ajustar a condução e gerir a degradação: “Obviamente, passamos por diferentes compostos – não são os mesmos compostos em todas as corridas. Mas, para ser justo, o C3 tem sido um composto que eu mais gosto, tal como o C4 e o C5”.
Essa experiência acumulada refletiu-se no GP de Las Vegas, que o piloto descreveu como “a melhor execução da temporada até agora”. Foi assim que Antonelli conseguiu um stint tão longo, adaptando o seu ritmo de corrida ao desgaste do pneu volta a volta, com a ajuda da equipa para equilibrar o carro sobretudo nas voltas finais: “sem dúvida, no início da temporada, eu teria parado em vez de continuar até ao fim”.
Esta evolução no estilo de condução e na gestão da mecânica dos pneus destaca Kimi como um piloto adaptativo, capaz de unir experiência técnica e intuição para extrair o máximo rendimento do carro e das condições do traçado, numa época de constantes desafios estratégicos e variáveis técnicas. O importante neste caso é que o tem feito depressa, para um rookie na F1, com a responsabilidade acrescida de o estar a fazer na Mercedes, uma das equipas de topo.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino
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