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Nono título Mundial de Ralis para Sébastien Ogier

Nono título Mundial de Ralis para Sébastien Ogier

Thierry Neuville vence o Rali da Arábia Saudita, Sébastien Ogier conquista o seu nono título Mundial de Ralis e Martins Sesks é o herói sem coroa da prova…
O Rali da Arábia Saudita, última prova da temporada de 2025 do Mundial de Ralis, culminou com uma vitória inesperada de Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1), que soube gerir o ritmo e evitar as armadilhas do deserto para conquistar o seu único triunfo no ano de defesa do título. O belga, que só regressou à liderança na PEC15, manteve-se firme até ao fim, terminando com uma vantagem de 54,7 segundos sobre Adrien Fourmaux. “Incrível, incrível. Dizia ao Martijn ‘estou demasiado cuidadoso’ e ele respondia ‘não, não, fica assim’. Sentia que estava a perder tempo, mas a abordagem não foi má,” confessou Neuville, surpreendido com o sucesso de uma estratégia conservadora que lhe valeu a primeira – e única – vitória da temporada.​
Fourmaux penalizado, ‘perde’ possível estreia vitoriosa
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) viu o sonho da estreia em vitórias desvanecer-se por causa de uma penalização de 60 segundos por entrada antecipada na zona técnica de sexta-feira. O francês, que liderou nas PEC9 e 15, terminou a 57,6 segundos de Neuville depois de uma luta renhida. A equipa Hyundai está a investigar o incidente com os organizadores, mas Fourmaux deixou clara a frustração: “Estive no pó com carros de pneus furados à frente, tive de abrandar completamente durante 10 km. Temos de ver quanto perdemos porque não é justo, não é justo.” Os organizadores acabaram por ajustar o seu tempo na PEC16 de 16m23,3s para 15m48,0s, recolocando-o a menos de um minuto do líder, mas o dano estava feito.​

Ogier mestre do mano a mano
Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) selou o nono título mundial, igualando Sébastien Loeb no topo da história, ao subir de sexto para terceiro no sábado, beneficiando da desgraça alheia. O francês, que chegou à Arábia Saudita a três pontos de Evans, apostou numa gestão de risco que lhe valeu fazer o suficiente para ter vantagem no final sobre o rival. Faz história do WRC, com o nono título e iguala outro ‘monstro’ dos ralis, Sébastien Loeb, o que talvez deixe em Ogier a vontade de tentar o décimo.
Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), que liderou nas PEC4 e 6, terminou em quarto, frustrado por não ter aproveitado ao máximo os troços longos da manhã de sexta-feira. Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) chegou a passar pelo pódio três vezes, mas um capotamento na penúltima especial relegou-o para o quinto lugar final.​
Evans entrega título e Rovanperä despede-se
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) chegou à derradeira prova como líder do campeonato, mas a abertura de estrada no primeiro dia, com pior piso, condenou-o a perder mais de um minuto e meio. Ogier, a seguir, cedeu apenas 44,2s, diferença que se revelou decisiva. O galês nunca se adaptou à areia macia e acabou em sexto, entregando o título, venceu a PowerStage, mas já não chegou porque lhe faltaram pontos que Ogier foi buscar quando era sexto na PEC15 e terceiro na PEC16. aos subir três posições duma assentada, ainda por cima para um lugar de pódio, Ógier meteu pé e meio no título…
Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1), no seu último rali antes de rumar à velocidade, viu as hipóteses matemáticas desvanecerem-se com um furo que o fez perder tempo e posições logo na fase inicial do rali. A frustração foi evidente: “What a fuking shit show,” disse o finlandês no último dia, a mostrar o seu desagrado para um rali com tanta incidência. Despede-se sem saudades do WRC, mas essas vai deixá-las aos adeptos porque o que fez nestes últimos anos foi bom demais. Sempre deixou claro que não pretendia andar anos e anos atrás de títulos e agora vai tentar a sua sorte nas pistas.
Munster e McErlean: evolução insuficiente
Grégoire Munster (Ford Puma Rally1) e Josh McErlean (Ford Puma Rally1) podem ter feito as suas últimas provas com um Rally1. O irlenadês talvez fique, mas o luxemburguês, no seu segundo ano, mostrou alguma melhoria mas não evoluiu o suficiente para justificar a permanência. McErlean, em ano de estreia, fez jogo igual com Munster, provando ter potencial, mas ambos ficam aquém do nível exibido por Martins Sesks, tal como ficou claro nesta prova.​
Martins Sesks: o herói moral do deserto
Martins Sesks (Ford Puma Rally1) foi, sem dúvida, o herói moral da prova. O letão, ausente desde a Finlândia, mostrou rapidez e consistência que ofuscaram os colegas de equipa. Liderou nas PEC2, 3, 8 e 13, lutando sempre pela vitória, mas dois furos no sábado condenaram-no a décimo, com mais de sete minutos e meio de perda. “Mostrámos bem, mais uma vez, que merecemos um lugar entre os melhores dos Rally1,” resume a atuação de quem fez mais pela M-Sport e pela Ford do que Munster e McErlean em toda a temporada.​
Ott Tänak: despedida sem brilho
Ott Tänak (Hyundai i20 N Rally1), na sua última aparição em tempo integral no WRC, passou pelo pódio mas ficou-se pelo quarto posto durante grande parte do rali. Depois do furo, caiu abruptamente na classificação, terminando no 11.º lugar, numa despedida que contrasta com o brilho do seu ano de campeão e muitos outros em que não o conseguiu mas brilhou. A prova serviu para encerrar um capítulo da história do WRC, com Ogier no topo e Sesks a reclamar o seu lugar na elite.

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