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Ministério Público da Suíça acusa UBS de falhas no branqueamento de capitais no “Escândalo dos títulos do atum”

Ministério Público da Suíça acusa UBS de falhas no branqueamento de capitais no “Escândalo dos títulos do atum”

Os procuradores federais suíços acusaram esta segunda-feira o Credit Suisse, pertencente ao UBS, de não ter impedido o branqueamento de capitais ligado a empréstimos concedidos à frota pesqueira de atum de Moçambique, o que desencadeou uma crise económica no país africano há quase uma década. A notícia é avançada pela Reuters.
O Ministério Público da Suíça (OAG) alega que o Credit Suisse e o seu sucessor legal, o UBS, são responsáveis ​​por não terem impedido a infração devido a deficiências organizacionais.
“Rejeitamos firmemente as conclusões do Gabinete do Procurador-Geral e defenderemos vigorosamente a nossa posição”, disse o UBS em comunicado.
O escândalo dos títulos de atum de Moçambique resultou numa multa pesada para o Credit Suisse, e uma investigação sobre transferências de alegados subornos através das suas contas envolveu agora também o UBS.
O caso diz respeito a empréstimos de mais de 2 mil milhões de dólares concedidos pelo Credit Suisse a empresas estatais em Moçambique – um  caso que ficou conhecido como o escândalo dos títulos do atum – e diz ainda respeito à relação comercial do banco com uma empresa estrangeira.
O Credit Suisse ajudou a organizar empréstimos para três projetos de Moçambique: a frota de pesca de atum, estaleiros e barcos de combate à pirataria. O propósito era desenvolver a indústria de atum e a segurança marítima, mas o dinheiro foi desviado.
Alega-se que cerca de 7,9 milhões de dólares foram transferidos do Ministério das Finanças de Moçambique para contas da empresa no Credit Suisse, na Suíça, segundo os Procuradores Suíços.
A acusação do Ministério Público alega que o dinheiro recebido foi obtido ou facilitado através de suborno de funcionários moçambicanos e má conduta no sector público.
 

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