Wall Street fecha em queda em semana de descida de juros da Fed
Wall Street fechou com perdas moderadas com olhos postos na descida dos juros pelo banco central dos Estados Unidos.
O índice de referência global S&P 500 recuou 0,35% para 6.846,51 pontos, o industrial Dow Jones desvalorizou 0,45% para 47.739,32 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cedeu 0,14% para 23.545,90 pontos.
A atenção dos investidores vai virar-se esta semana para a reunião de dois dias do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC), que começa amanhã, terça-feira, 9 de dezembro, e termina na quarta-feira, 10 de dezembro, após o fecho dos mercados bolsistas europeus.
O mercado espera que o banco central americano corte as suas taxas de juro de referência em 25 pontos base, levando-as para o intervalo de 3,50% a 3,75%. De facto, os investidores atribuem uma probabilidade de 87,5% a tal movimento por parte da Fed.
Na conferência de imprensa subsequente, espera-se que Jerome Powell adopte um tom mais conservador e continue indeciso quanto ao número de cortes de juros que a Fed implementará em 2026.
A sessão ficou marcada pela oferta hostil da Paramount para comprar a Warner Bros por de 108,4 mil milhões de dólares. A proposta de 30 dólares – que pretende superar a oferta da Netflix – levou as ações da Warner Bros a valorizarem 4,41% para 27,23 dólares.
A Paramount subiu 9% para 14,57 dólares e a Netflix perdeu 3,41% para 96,82 dólares.
Já as bolsas europeias também fecharam em baixa ligeira na segunda-feira, com os investidores globais atentos à decisão de política monetária da Reserva Federal dos EUA esta semana.
Entretanto, as tensões estão a aumentar em relação à Ucrânia. O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de nem sequer ter lido as propostas de paz. “Estou um pouco desapontado por o presidente Zelensky ainda não ter lido a proposta. A sua equipa adorou, mas ele ainda não a leu”, disse à imprensa.
Zelensky reuniu-se hoje com a coligação dos dispostos europeus em Londres nesta segunda-feira. Do pouco que saiu dessa reunião com os líderes do Reino Unido, Alemanha e França, o presidência descarta ceder território à Rússia, referindo-se ao que falta da região do Donbass que ainda não caiu na mão dos russos. O processo de paz está assim empencado e os europeus querem que Zelensky continue a guerra contando com as armas dos Estados Unidos.
Entretanto Bruxelas diz que vai emitir obrigações no mercado internacional, pedindo emprestado até 210 mil milhões de euros e usando como garantia (colateral) os ativos do Banco Central Russo que estão imobilizados desde 2022, no mesmo valor.
Esse dinheiro vai para a Ucrânia, que o utiliza para financiar o seu orçamento e os esforços de defesa até 2027. A Comissão Europeia conta que a Rússia pague as reparações de guerra e essas indemnizações servem para Kiev reembolsar o empréstimo. Se por alguma razão isso não acontecer pagam os países que deram as garantias. Portugal arrisca 3,3 mil milhões de euros.
A Alemanha garante 51,3 mil milhões de euros, cerca de 24,4% rendimento nacional bruto europeu, seguida de França (34 mil milhões), Itália (24,1 mil milhões) e Espanha (18,9 mil milhões).
Hoje o JP Morgan disse que o barril de petróleo pode recuar para 30 dólares até 2027 se não houver uma redução da (galopante) da oferta da commodity. O barril do petróleo despenca 2% nos Estados Unidos para os 58,88 dólares e o Brent na Europa tomba 1,93% para 62,52 dólares.
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