A carregar agora

Ensino superior já domina tanto na população ativa como entre os profissionais empregados

Ensino superior já domina tanto na população ativa como entre os profissionais empregados

Portugal atinge novos máximos históricos na população ativa e no emprego, o que sinaliza mudança no mercado de emprego.
“Os dados do terceiro trimestre de 2025 revelam uma transformação estrutural: o mercado de trabalho português está hoje mais qualificado do que nunca, com o Ensino Superior a liderar tanto na atividade como no emprego”, afirma Isabel Roseiro, diretora de Marketing da Randstad.
Segundo o INE, o Ensino Superior tornou-se o nível de escolaridade mais representado tanto na população ativa (34,5%) como entre os profissionais empregados (35,9%), liderando igualmente as taxas de participação no mercado de trabalho.
Numa análise que tem por base o Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Randstad destaca o aumento de 80,9 mil pessoas na população ativa, que atinge os 5,658 milhões e bate um novo máximo histórico. Em termos homólogos, a população ativa cresce 3,3% e a taxa de atividade atinge 61,4%, mais 0,7 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior.
Também a população empregada atinge o valor mais elevado de sempre: 5,332 milhões de pessoas, tendo crescido 83,8 mil no último trimestre. Com 35,9% dos profissionais empregados detentores de estudos superiores, este grupo tornou-se o mais representado no emprego e aquele com maior taxa de emprego (79,1%).
“A crescente qualificação da população ativa é já uma tendência consolidada, com o ensino superior a representar 34,5% de todos os ativos e regista a taxa de atividade mais elevada (83,1%)”, salienta a Randstad Portugal.
“Este contexto, marcado também por máximos históricos de participação laboral, coloca novos desafios às organizações: a necessidade de reter talento altamente qualificado, ajustar modelos de trabalho mais flexíveis, aumentar a produtividade e garantir que as competências acompanham a evolução tecnológica e digital. A capacidade de alinhar estas exigências será determinante para a competitividade das empresas e para a sustentabilidade do mercado de trabalho português”, explica Isabel Roseiro.
A Randstad refere também que a “evolução das qualificações acontece num contexto empresarial igualmente favorável” e cita dados do INE, Banco de Portugal e DGPJ: até setembro de 2025, foram constituídas 39.242 empresas e dissolvidas 9.464, traduzindo um saldo empresarial claramente positivo e um ambiente mais favorável ao investimento e ao empreendedorismo.
 
Outros dados 
Entre os trabalhadores por conta de outrem (4,52 milhões), 84,9% têm contrato sem termo, e a taxa de emprego temporário fixou-se em 15,1%, menos 0,5 p.p. face ao trimestre anterior.
No setor público, o emprego fixou-se em 759.402 profissionais, mais 13.137 em termos homólogos (+1,8%). A administração central continua a concentrar a maior fatia do emprego público (74,4%), sendo que 92,7% dos trabalhadores exercem funções no continente.
A população desempregada diminuiu 2,9 mil pessoas, para 326,6 mil, traduzindo uma redução homóloga de 2,4%. A taxa de desemprego estabilizou nos 5,8%.
De acordo com os dados da Segurança Social e do Ministério do Trabalho, o valor médio das remunerações em agosto de 2025 foi de 1.568,97 euros, refletindo uma variação homóloga de +4,7%. Lisboa apresentou a remuneração média mais elevada (1.745,86 euros).
 
Teletrabalho diminui no terceiro trimestre de 2025
Entre julho e setembro, o teletrabalho diminuiu. Menos 59,4 mil profissionais trabalharam a partir de casa, total ou parcialmente, reduzindo o total para 1,04 milhões de pessoas – 19,4% da população empregada. Lisboa e a Península de Setúbal continuam as únicas regiões acima da média nacional neste indicador. Entre os profissionais que recorreram ao teletrabalho, 38,5% adotaram um modelo híbrido, 26% trabalharam sempre a partir de casa e 15,2% exerceram essa modalidade apenas pontualmente.

Share this content:

Publicar comentário