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Exportações alemãs sobem marginalmente em outubro contra previsões do mercado

Exportações alemãs sobem marginalmente em outubro contra previsões do mercado

As exportações alemãs subiram em outubro ao contrário do esperado pelo mercado, com as vendas para outros países da UE a darem um forte e importante impulso à componente externa germânica numa altura em que os mercados norte-americano e chinês mostram quedas acentuadas.
Os dados divulgados esta terça-feira mostram uma subida de 0,1% em cadeia das exportações alemãs em outubro, um aumento marginal, mas que contraria a expectativa de queda de analistas e investidores. Segundo o levantamento da Reuters, a projeção era de um recuo de 0,5%.
Esta performance foi conseguida à custa das vendas dentro da UE, que subiram 2,7% em cadeia, contrariando a queda de 3,3% para o resto do mundo. Em sentido inverso, as exportações para os EUA desceram 7,8% em relação a setembro, o que se traduz numa queda de 8,3% em termos homólogos.
Na mesma linha, as vendas para a China continuaram a cair, recuando 5,8% em cadeia. Ainda assim, o cenário do lado das importações é distinto, “ilustrando uma relação cada vez mais assimétrica”, consideram os analistas do banco ING perante a subida de mais de 10% das importações chinesas este ano.
“Os dados divulgados ontem do comércio internacional chinês sugerem que a tendência de a China redirecionar exportações para a Europa, muitas vezes a preços de dumping, irá acelerar”, lê-se na nota do ING. Recorde-se que as exportações chinesas cresceram 5,9% em termos homólogos em novembro, invertendo a queda de 1,1% no mês anterior.
Apesar de a leitura de outubro ter contrariado as expectativas, o ING alerta que dificilmente a componente externa será suficiente para inverter a tendência negativa da economia alemã como um todo. As tarifas dos EUA continuam a ser um problema e “só devem mostrar o seu impacto total nos próximos meses”, enquanto “os exportadores enfrentam um triplo choque da China: procura chinesa mais fraca, concorrência de produtores chineses mais aguerrida noutros mercados e no principal mercado alemão, a UE, e a dependência de terras raras chinesas”.
“Dados os atuais desafios estruturais, é precisa muita imaginação para ver o regresso rápido do sector exportador como motor poderoso do crescimento alemão”, remata a nota.

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