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“Esmagadora maioria do país está a trabalhar”, diz Governo

“Esmagadora maioria do país está a trabalhar”, diz Governo

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garante que a “esmagadora maioria do país está a trabalhar” neste dia de greve geral e sublinha que o Governo mantém “a abertura para o diálogo”.
“Respeitamos quem exerce o direito à greve, mas sabemos também que a esmagadora maioria do país está a trabalhar”, disse Leitão Amaro, fazendo um balanço da greve geral desta quinta-feira, numa manhã em que o Conselho de Ministros está reunido desde as 9h30.
“Respeitamos mesmo o direito à greve e ouvimos sempre aqueles que o exercem. Manteremos sempre a mesma abertura para o diálogo que neste processo temos demonstrado com várias aproximações, nas várias reuniões e encontros”, prosseguiu o governante na declaração aos jornalistas.
Vincando o ponto da abertura ao diálogo, que se “manterá sempre dentro de um espírito de respeito institucional”, Leitão Amaro disse que essa abertura “ficou tão evidente” nos acordos celebrados quer com a função pública, quer com as estruturas sindicais representativas do setor privado.
Procurando desvalorizar os impactos da paralisação, o ministro da Presidência assinalou que, se olharmos para os níveis de adesão, “esta parece mais uma greve parcial de alguns setores da função pública”. “Na verdade, alguns setores depois têm depois um impacto – como o dos transportes e os assistentes nas escolas – para impactar muitos mais”.
“Mas repito: o nível de adesão no conjunto do país à greve geral é inexpressivo, em particular no setor privado e social. A grande maioria dos portugueses está a trabalhar”, enfatizou Leitão Amaro, sugerindo: “Convido as pessoas a que olhem à sua volta, vejam a sua vida, os próprios, teremos provavelmente mais pessoas que, se não foram trabalhar, foi por causa dos transportes”.
Para justificar que o país está parado ou não, Leitão Amaro trouxe dados da SIBS, que mostram que o país está a manter as transações financeiras, a sua atividade comercial, financeira e económica. “Neste momento está com uma redução de 7% face ao período normal”, indicou.
Outro dado usado pelo Governo é o “trânsito nas pontes” de sul para Lisboa, que “está a cair 5%”. Nos setores privado e social, acrescentou Leitão Amaro, “o reporte que existe é de adesões entre 0 e 10%”. “O país escolheu trabalhar”, foi repetindo. O que “não significa que não haja perturbações em alguns setores”, também reconheceu.
CGTP e UGT convocaram uma greve geral em protesto contra a legislação laboral que o Governo quer aprovar. O anteprojeto “Trabalho XXI” foi apresentado aos parceiros sociais a 24 de julho e prevê mais de cem alterações ao Código do Trabalho, entre as quais mexidas nos contratos a prazo (nomeadamente passando a duração de dois para três anos e alargando os critérios que permitem esse tipo de relação contratual), o regresso do banco de horas individual e o fim da proibição de recorrer ao outsourcing durante um ano após despedimentos.
 

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