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Investimento imobiliário comercial subiu 60% para 1,8 mil milhões de euros até setembro

Investimento imobiliário comercial subiu 60% para 1,8 mil milhões de euros até setembro

O investimento em imobiliário comercial em Portugal atingiu os 1,8 mil milhões de euros até setembro, o que significou um aumento de 60% face ao período homólogo, de acordo com o relatório ‘Market Outlook Q3 2025′ da consultora Savills divulgado esta sexta-feira.
O volume médio por transação aumentou 47%. Em comparação com a média dos últimos três anos, o volume acumulado cresceu 35%. No terceiro trimestre, o volume investido atingiu 572 milhões de euros, mais 50% do que no período homólogo.
O retalho e hotelaria representaram, em conjunto, mais de metade do volume total investido, com crescimentos homólogos de 99% e 21%, destacando-se os centros comerciais com a captação de mais de 500 milhões de euros.
No setor de hospitality, o investimento atingiu 390 milhões de euros, um aumento de 20% face ao mesmo período de 2024, com a consultora a identificar a abertura de 59 novos hotéis, que acrescentaram mais de 5.600 quartos à oferta nacional. No período em análise, Portugal recebeu mais de 25 milhões de hóspedes, dos quais 61% internacionais.
No segmento de escritórios, o investimento atingiu 235 milhões de euros (13% do total). Em Lisboa, o take-up atingiu 47.378 metros quadrados no terceiro trimestre, mais 16% do que no mesmo período de 2024, embora no acumulado até setembro a absorção apresente ainda uma quebra de 22%, condicionada pela escassez de espaço de qualidade nas zonas centrais.
A consultora estima que até ao fim do ano sejam concluídos cerca de 44.705 metros quadrados de novos escritórios, dos quais aproximadamente 60% já se encontram pré-arrendados.
No caso do Porto, o take‑up foi de cerca de 18 mil metros quadrados no terceiro trimestre, menos 41% face ao mesmo período de 2024, acumulando uma quebra de 54% até setembro. Em 2025, o pipeline aproxima‑se dos 60 mil metros quadrados de novo espaço, o valor anual mais elevado do período analisado.
A indústria e logística observou um investimento acumulado de 148 milhões de euros até setembro, superando os volumes totais de 2023 e 2024. O stock nacional logístico aumentou 7% em termos homólogos.
A absorção total recuou 30% face ao mesmo período de 2024, para cerca de 368 mil metros quadrados, mas acelerou no terceiro trimestre e cresceu 65% em cadeia, sinal de um final de ano dinâmico, embora ainda aquém dos mais de 700 mil metros quadrados transacionados em 2024.
Na Grande Lisboa, o stock logístico aumentou 8% em termos homólogos, enquanto a taxa de desocupação registou apenas uma subida marginal de 0,69 pontos percentuais, fixando-se em 3,66%, o que confirma a forte pressão entre a procura e a oferta.
Por sua vez, no Grande Porto, o stock cresceu 6% e atingiu 1,3 milhões de metros quadrados, impulsionado pela conclusão de novos projetos, mas a absorção acumulada recuou 41% face ao período homólogo, reflexo da limitação de oferta adequada.
Pedro Figueiras, Head of Capital Markets, considera que “o ano de 2025 tem revelado uma performance sólida, marcada pelo crescimento consistente dos níveis de investimento em todos os setores, o que nos permite antecipar que poderá encerrar como o terceiro, ou mesmo o segundo melhor ano de sempre”.

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