Analistas veem cobre a continuar a subir em 2026 e bater novos recordes
O preço do cobre nos mercados internacionais deve continuar a subir em 2026 depois de ter atingido vários máximos este ano, projetam os analistas do Citigroup. As tarifas dos Estados Unidos (EUA) e a transição energética levaram a um pico na procura este ano e a expectativa é que o próximo ano veja uma continuação deste aumento, que pode levar a cotação nos mercados a ultrapassar os 15 mil dólares por tonelada.
Os analistas do Citi apontam a novo disparo do cobre em 2026 à boleia de uma procura em máximos, dada a necessidade do metal para alimentar o sector da inteligência artificial e a transição energética. A isto junta-se o medo de tarifas dos EUA a partir de 2027, que tem levado os importadores do país a anteciparem encomendas.
O mercado norte-americano é onde o cobre chega a preços mais elevados, criando incentivos para os fabricantes do metal exportarem grandes quantidades para os EUA. Por outro lado, este disparo nos preços irá esmagar as margens de sectores mais intensivos em energia.
Como tal, a projeção passa por uma cotação de 13 mil dólares (11,1 mil euros) já no arranque do próximo ano, valor que pode chegar a 15 mil (12,8 mil euros) no segundo trimestre.
A oferta global tem vindo a ficar mais rígida, em grande parte, devido à antecipação de encomendas dos EUA, levando mesmo os analistas a falar em “acumulação” de stocks pelos norte-americanos. Os dados da StoneX, empresa de serviços financeiros relacionados com o mercado de matérias-primas, citados pela ‘CNBC’ falam em mais 650 mil toneladas de cobre refinado a entrar nos EUA este ano, o que levou os stocks a chegarem a 750 mil toneladas.
Ao mesmo tempo, na London Metal Exchange (LME), o stock de 165 mil toneladas existente no mercado encontra-se já 40% marcado e reservado para entrega – ou seja, esta parcela do cobre já não se encontra efetivamente no mercado. Na mesma linha, os inventários estão 40% mais baixos do que no início deste ano.
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