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Líderes mundiais condenam “terror antissemita” na Austrália

Líderes mundiais condenam “terror antissemita” na Austrália

Vários líderes mundiais reagiram ao tiroteio mortal na icónica praia de Bondi, na Austrália, que teve como alvo uma celebração judaica e matou pelo menos 15 pessoas. Os líderes europeus afirmam que não há lugar para o antissemitismo na sociedade, enquanto as autoridades australianas prometem “erradicar o ódio”.
O chanceler alemão Friedrich Merz disse que o tiroteio o deixou “sem palavras” e apelou para que travem a expansão da violência antissemita. “Este é um ataque contra os nossos valores comuns”, afirmou nas redes sociais no domingo. “Temos de pôr fim a este antissemitismo – aqui na Alemanha e em todo o mundo”.
O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou as suas condolências, dizendo que a França partilha “a dor do povo australiano” e “continuará a lutar implacavelmente contra o ódio antissemita, que nos prejudica a todos, onde quer que ocorra”.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que o ataque é “profundamente angustiante” e prestou homenagem às vítimas e às suas famílias, escrevendo nas redes sociais que “juntos, devemos lutar contra a propagação do antissemitismo”.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, apelou à manutenção de uma “firme determinação para acabar com todas as formas de violência e antissemitismo”.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a UE está “unida contra a violência, o ódio e o antissemitismo”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou veementemente o que considerou ser “um ataque puramente antissemita” na Austrália. Trump fez eco dos líderes mundiais na condenação do ataque. Falando a partir da Casa Branca durante um evento de Natal, Trump disse que o ataque foi “horrível” e “puramente antissemita”. E acrescentou: “Hoje podemos dizer em voz alta que celebramos o Hanukkah”.
O Presidente da República portuguesa “recebeu com profunda consternação as notícias sobre o violento ataque terrorista levado a cabo em Bondi Beach, que provocou inúmeras vítimas mortais e feridos, incluindo crianças”.
Marcelo Rebelo de Sousa “reafirma a sua condenação da violência especialmente originada pelo ódio, nomeadamente o anti-semitismo, o racismo, a xenofobia, a intolerância, que nos lembra os tempos mais negros da nossa história recente, que atenta contra a dignidade humana e o respeito pelo outro”, refere nota inserida na sua página oficial. “Neste momento de grande dor, transmite toda a solidariedade fraterna e sentido pesar às famílias das vítimas, bem como às autoridades australianas e ao povo da Austrália”.
Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de ter “lançado achas na fogueira do antissemitismo” no país, que conduziu ao tiroteio em Sydney, que matou 15 pessoas. “Há três meses, escrevi ao primeiro-ministro australiano para lhe dizer que a sua política estava a atirar achas para a fogueira do antissemitismo”, disse Netanyahu, referindo-se a uma carta enviada a Anthony Albanese em agosto, após o anúncio de Camberra de reconhecer um Estado palestiniano. Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, disse que o ataque foi o resultado da “agitação antissemita nas ruas da Austrália nos últimos dois anos”. A Associação Judaica Australiana exortou os cidadãos a “rezarem pela comunidade judaica australiana” num comunicado publicado no domingo.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, disse que o tiroteio foi “um ataque direcionado contra os australianos judeus”, “um terrorismo antissemita maléfico” e um ataque “contra a nossa forma de vida” que não ficará impune. Está a decorrer uma investigação policial. “Não há lugar para este ódio, violência e terrorismo na nossa nação”, afirmou Albanese no domingo. “Deixem-me ser claro: vamos erradicá-lo. No meio deste ataque vil, surgirá um momento de unidade nacional em que os australianos de todos os quadrantes abraçarão os seus companheiros australianos de fé judaica neste momento negro para a nossa nação.”
A celebração do Hanukkah, um dos eventos mais importantes do calendário judaico, estava a decorrer na famosa praia, reunindo cerca de mil pessoas.

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