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Preço da eletricidade regulada sobe 1% em 2026

Preço da eletricidade regulada sobe 1% em 2026

O preço da eletricidade no mercado regulado vai subir 1% em 2026, anunciou hoje o regulador ERSE, uma subida entre 0,18 e 0,28 euros na fatura mensal, abaixo da inflação.
O mercado regulado abrange 820 mil consumidores contra os 5,8 milhões do mercado liberalizado.
Porque sobem as tarifas? O regulador liderado por Pedro Verdelho justifica a subida com as “últimas previsões dos preços das principais commodities e das variáveis macroeconómicas”.
Já as “cotações dos mercados de futuros indicam uma redução dos preços da eletricidade em 2026, contribuindo para aliviar parcialmente os preços de venda a clientes finais”.
As tarifas de acesso às redes “beneficiam este ano da diminuição do diferencial de custos com a Produção em Regime Especial (PRG). Entre outros fatores, esta redução resulta da diminuição da produção prevista nesse regime para 2026, face a 2025, refletindo o fim de vários contratos de remuneração garantida”.
O regulador destaca que os proveitos permitidos nas atividades de transporte e distribuição de energia
elétrica “aumentaram devido ao forte incremento previsto nos investimentos nas infraestruturas de rede para o novo período de regulação 2026-2029 e ao aumento das taxas de remuneração dos ativos, que acompanha a evolução dos mercados financeiros”.
As tarifas para 2026 beneficiam de uma “menor quantidade prevista de produção a adquirir aos
produtores com remuneração garantida, comparativamente a 2025, e, consequentemente, contemplam a recuperação de menos CIEG.
Já as medidas de contenção tarifária permitiram aliviar as tarifas em 422 milhões, incluindo leilões das licenças de emissão de gases com efeito de estufa, receitas com a venda de garantias de origem de
produção renovável com remuneração garantida, com a tributação dos produtos petrolíferos e energéticos (ISP) e com o produto da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE).
Depois do disparo de mais de mil milhões entre 2023 e 2024, a dívida tarifário recuou cerca de 400 milhões este ano e deverá recuar 500 milhões em até ao final de 2026 para 1.100 milhões de euros, “reforçando a sustentabilidade do sistema elétrico e a estabilidade das tarifas para os consumidores”.

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