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Trump investe em energia nuclear com a Google

Trump investe em energia nuclear com a Google

O presidente norte-americano vai investir em fusão nuclear através de um acordo com uma empresa da Google.

A Trump Media and Technology Group (TMTG) vai fundir-se com a TAE Technologies, uma fusão no valor de 6 mil milhões de dólares.

Talvez algo impensável de acontecer até há pouco tempo, um presidente em exercício estar a investir ativamente durante o seu mandato numa das maiores empresas do país, mas é apenas mais uma prova da falta de separação de águas entre a sua vida empresarial e a sua vida política, ao leme de uma das maiores potências mundiais.

O negócio acontece dias depois de representantes do setor virem a público pedir financiamento público para desenvolver a fileira nos EUA.

A TMTG é liderada por Devin Nunes, de descendência portuguesa, um histórico republicano que é também conselheiro oficial de Donald Trump na área dos serviços de informações de segurança. Nunes vai co-liderar a nova empresa em conjunto com o CEO da TAE.
O interesse pela fusão nuclear tem estado em alta devido à necessidade mundial de cada vez mais eletricidade e sem emissões poluentes.  Apesar de prometer muito, a fusão nuclear ainda não conseguiu tornar-se uma alternativa de sucesso, destaca a “Reuters”.

A TAE trabalha com a Google Research há mais de uma década à procura de viabilizar esta fonte de energia. Fundada em 1998, também opera no negócio de armazenamento de energia e tem também uma unidade dedicada à radioterapia biológica para tratar o cancro.

As ações da TMTG dispararam mais de 30% em Wall Street. Este ano, a cotada desvalorizou 70%.

“A TAE vai também contar com um grande apoio político do presidente Trump, na nossa opinião”, segundo Dan Ives da Wedbush.

Por exemplo, desde que voltou ao poder que a sua família tem ganhado milhões com criptomoedas, à medida que o presidente apoia estes ativos.

Curiosamente, o CEO da TAE e outros líderes da fileira reuniram-se com membros do Governo recentemente, semanas após o executivo ter criado uma unidade dedicada a este fonte de energia.

O Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) destaca que a fusão nuclear é “frequentemente vista como uma potencial fonte de energia limpa, segura e praticamente inesgotável. Não emite dióxido de carbono (CO₂) ou outros gases de efeito estufa diretamente. Gera resíduos radioativos mínimos e de curta duração em comparação com a fissão nuclear (energia nuclear tradicional). Ao contrário da fissão nuclear, a fusão não apresenta risco de reações em cadeia fora de controle”.

Mas apesar das suas vantagens, a “fusão nuclear ainda enfrenta desafios técnicos e financeiros. Por um lado, é necessário atingir temperaturas de milhões de graus Celsius para que os núcleos se fundam e isso requer equipamentos avançados como tokamaks ou reatores estelares. No plano financeiro, projetos de pesquisa e desenvolvimento como o ITER (Reator Experimental Termonuclear Internacional), implicam investimentos avultados”.
“Serão necessárias algumas décadas ao nível de desenvolvimento de processos e de I&D para se poder constituir como uma solução comercial”, conclui o ISQ.

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