Agência para o Clima realizou pagamentos de 155 milhões de euros na primeira quinzena de dezembro
A Agência para o Clima (APC) realizou pagamentos no montante global de 155,1 milhões de euros na primeira quinzena de dezembro de 2025.
“Este montante foi financiado através do Fundo Ambiental e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para assegurar a execução de políticas públicas estruturantes nas áreas do clima, da energia, da mobilidade sustentável, da floresta, da água e da coesão territorial”, referiu o Ministério do Ambiente e Energia, de Maria da Graça Carvalho.
O Ministério adianta ainda que do total pago, 139,3 milhões correspondem a apoios do Fundo Ambiental, com “forte
incidência” na mitigação e adaptação às alterações climáticas, na prevenção de incêndios rurais, na mobilidade sustentável e na proteção dos ecossistemas.
“Destaca-se, desse montante, a transferência de receitas do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), no valor de 89 milhões de euros, garantindo o financiamento de políticas ambientais e climáticas, bem como o programa Incentiva +TP, com 36,6 milhões de euros, orientado para o reforço do transporte público coletivo e a redução das emissões”, esclarece o Ministério.
Na floresta e da proteção do território, foram apoiadas medidas como o financiamento das equipas de sapadores florestais (11,6 milhões de euros), o programa Floresta Ativa, os contratos-programa com federações de baldios, projetos de erradicação de espécies invasoras e ações de sensibilização e reflorestação, “reforçando a gestão ativa da paisagem e a prevenção estrutural de incêndios”, acrescenta o Ministério liderado por Maria da Graça Carvalho.
“Na área da água e do litoral, destacam-se os apoios a projetos da Estratégia “Água que Une”, à reabilitação ecológica de rios e ribeiras, a estudos costeiros e à valorização de praias fluviais, promovendo uma gestão sustentável dos recursos hídricos e a adaptação às alterações climáticas”, acrescenta o Ministério.
“Já no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os pagamentos ascenderam a 15,7 milhões, com um forte enfoque na eficiência energética, na transição energética e na resiliência dos territórios. Foram financiadas intervenções em edifícios públicos, residenciais e de serviços, programas como o E-Lar e o Vale Eficiência, projetos de flexibilidade da rede elétrica e de armazenamento de energia, bem como investimentos na bioeconomia sustentável e na transformação da paisagem em territórios de floresta vulnerável”, sublinha o Ministério do Ambiente e Energia.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, considerou que estes pagamentos “refletem uma ação concreta do Governo na resposta aos desafios climáticos, energéticos e territoriais, assegurando que os recursos públicos chegam ao terreno, às autarquias, às comunidades, às famílias e às empresas, com impacto real na qualidade de vida e na sustentabilidade do País”.
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