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Futre revela por que não assinou pelo Real Madrid: “Fui ao WC…”

Futre revela por que não assinou pelo Real Madrid: “Fui ao WC…”

Paulo Futre concedeu uma extensa entrevista ao podcast espanhol ‘El Cafelito’, tornada pública, na íntegra, no passado domingo, na qual fez uma série de revelações, sendo que uma das mais surpreendentes esteve relacionada com uma iminente transferências para o Real Madrid… quando representava o Atlético de Madrid.
 
“Ligou-me o Jesús Gil [então presidente dos colchoneros], a dizer que estava a negociar com o Ramón Mendoza [na altura, líder máximo dos merengues]. O Gil já tinha alcançado um acordo com o Mendoza”, começou por afirmar o antigo internacional português, que, recorde-se, atuou no histórico clube do país vizinho, entre 1987 e 1993, somando 52 golos e 40 assistências ao cabo de 216 jogos oficiais.
“Fui à casa de banho com os meus filhos, e ponho-me a fazer xixi… Ao olhar para os meus filhos, penso que tenho uma mania contra o Real Madrid… e que não posso jogar no Real Madrid. Penso na minha família, penso naquilo que eu significava para os adeptos, e penso em como iriam viver os meus filhos, em Madrid. Não posso”, acrescentou.
‘El português’ assumiu, ainda assim, que o “entusiasmava jogar no Real Madrid”, por conta do seu “ego”, e que “as pessoas do Real Madrid” chegaram a ir a sua “casa”, para o conhecerem. No entanto, por decisão do próprio, o negócio acabou mesmo por cair por terra, pelo que, em 1993, partiu para o Benfica, após ter representado Sporting e FC Porto.
“Paco Buyo provocava-me e chamava-me ‘Filho da p***'”
Nesta mesma entrevista, Paulo Futre apontou Paco Buyo como o guarda-redes mais complicado que teve pela frente, em toda a carreira, isto, depois de o ter defrontado por um total de 16 ocasiões, ao serviço de Sporting (contra o Sevilla), Atlético de Madrid (contra o Real Madrid) e Portugal (contra Espanha).
O ponto mais alto desta rivalidade teve lugar no Santiago Bernabéu, a 3 de dezembro de 1988, num ‘escaldante’ dérbi do qual os colchoneros saíram derrotados, por 2-1. Na altura, Paco Buyo chocou contra Paulo Futre, e, de seguida, agrediu Antonio Orejuela, que recebeu ordem de expulsão: “Eu odiava o Paco Buyo. Sabes o que é que ele me fez?”.
“O jogo não me importava. O Paco despertava-me raiva. O Buyo provocava-me e chamava-me ‘Filho da p***’ durante todo o jogo”, atirou o ex-avançado, atualmente, com 59 anos de idade, antes de sublinhar que, na altura, os dérbis entre os eternos rivais espanhóis “não eram os dérbis de hoje, com todo o respeito”, mas sim “dérbis a sério”.
“Antes dos dérbis, eu punha uma foto dele na casa de banho e deitava-me e acordava com ele”, acrescentou. Já Paco Buyo, convidado pelo programa ‘El Chiringuito de Jugones’, emitido pela estação televisiva espanhola Mega, a responder às palavras do ex-rival, negou veementemente as acusações por este feitas.
“Fiquei a saber disso tarde demais, mas isso motiva-te sempre. O facto de um dos melhores jogadores do mundo sonhar contigo… Mas eu nunca disse a Futre que gostava de fruta. Jamais”, rematou o ex-guardião espanhol, agora, com 67 anos de idade.
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