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Santander procura mulheres para liderar a mudança nas empresas e organizações

Santander procura mulheres para liderar a mudança nas empresas e organizações

O Banco Santander procura até 7 de janeiro mulheres executivas com experiência de liderança e motivação que possam contribuir positivamente para as suas organizações e comunidades. Oferece-lhes uma porta de entrada para uma rede global de líderes comprometidas com a transformação ética, inclusiva e sustentável. “Queremos continuar a impulsionar e dar visibilidade ao talento das mulheres que inspiram, conectam e geram impacto com propósito no seu contexto”, afirma Victoria Zuasti, diretora de programas globais, bolsas e conteúdos da Santander Open Academy. O prémio é a um programa intensivo na London School of Economics.
O importante é ultrapassar a insegurança da candidatura. Que o diga Patrícia Candeias, 48 anos, economista, com um MBA pela AESE e duas décadas de vida profissional no mundo corporativo. Era executiva na MEO quando o programa SW50 do Banco Santander ocasionalmente se intrometeu na sua vida. 
 “Soube, com alguma surpresa, para ser sincera, que tinha sido admitida”, conta ao Jornal Económico (JE).

 
“Li uma notícia no jornal sobre estas bolsas do Santander, hesitei, mas acabei por dar o passo”, adianta. Candidata-se. Ao receber a informação enfrenta aquilo que acredita ser “uma coisa nossa, das mulheres”, a síndrome do impostor. “ Começo a olhar para a listagem das 50 mulheres que tinham sido escolhidas e interrogo-me: eu!?… porquê eu!?… O que estou a fazer neste meio? Deve ter havido um erro de casting….”. Estávamos em 2019.
Liderar uma empresa, uma equipa, um pequeno grupo que seja, implica tomar decisões, porventura, sempre difíceis, como tudo o que envolve pessoas. E só é possível fazê-lo em solidão. Ajuda, claro, se durante o processo tivermos a quem recorrer, ouvir alguém mesmo que indiretamente, sobretudo se esse alguém já passou por algo que, não é assim tão diferente e permite espelhar a nossa realidade. Esta é uma das grandes mais valias que encontra no Programa SW50. 
“Comungamos os mesmos valores, sendo frequente cada uma de nós dar a sua visão e a sua experiência e construirmos cenários muito mais ricos e de crescimento sustentado. Embora os cenários e as situações sejam diferentes, porque pertencemos a indústrias diferentes, quando falamos de relações pessoais, as problemáticas tocam-se”, explica.
SW50 trouxe-lhe conhecimento, confiança e deu-lhe uma grande rede de contactos a nível nacional e internacional. Até lhe deu aquilo que não esperava que pudesse ainda acontecer. “Tinha a crença de que a partir dos 40 anos, as pessoas têm alguma dificuldade em criar amizades profundas… como estava enganada!…” O programa trouxe-lhe a Marta, a  Ana, a Vanessa e a Maria. “Parece que fomos escolhidas a dedo, é como se as conhecesse há muitos anos. Neste momento, fazem parte do meu grupo de amigas chegadas”,  revela.
Ao trabalho, espírito de sacrifício, organização, método, junta uma motivação adicional. “Gosto de pensar que as fontes de inspiração começam em casa, na base, e é isso que me move todos os dias: eu perceber que as minhas filhas olham para mim e pensam, ‘um dia, quando eu for maior, se calhar gostava de ter um bocadinho como a mãe’…” 
Patrícia Candeias conhecia Isabel Ventura, por razões profissionais e incentivou-a a candidatar-se aos programas do Santander.

Isabel Ventura, formada em Gestão de Empresas pelo ISCTE brilha em 2021 nas 125 Women Emerging Leader, um outro programa do Santander que destaca mulheres de 15 países com elevado potencial de liderança e impacto transformador. Já este ano é distinguida com o prémio SW50 Santander, que reconhece as 50 mulheres líderes com maior impacto e potencial para cargos de alta liderança, reforçando a sua condição de referência na liderança tecnológica, inovação e estratégia no setor da saúde.
Aos 38 anos, a diretora adjunta de Sistemas e Tecnologias de Informação do Grupo Luz Saúde está a menos de meio de um empreendimento de fôlego que conjuga a sua paixão pela tecnologia com o propósito de que se faça o melhor uso dela. “Tenho a missão de durante quatro anos aprender, investigar e criar conteúdo científico para contribuir para uma decisão mais informada, mais estratégica da tecnologia”, adianta ao JE.
A líder da equipa de Digital Innovation, responsável por projetos de inovação não-clínica e iniciativas de transformação digital, quer contribuir para que se olhe para a tecnologia através de outra lente que não a lente floreada com que por norma a sociedade vê a tecnologia. “Há tantos vieses”, afirma. A publicidade, o empregado da loja e até as empresas no frenesim da inteligência artificial (IA) vão embaladas…
Quando o assunto é a IA, então as questões são mais do que muitas. “Adotar, adotar, o quê? e os dados vão para onde?… “, questiona, contrapondo a necessidade de informação séria e confiável e o sentido crítico.
Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra investiga temas como inteligência artificial, transformação digital em saúde, value-based healthcare e plataformas low-code. O doutoramento em Governação, Conhecimento e Inovação está realmente a apaixoná-la.
“É paixão, é vontade de saber mais, é acreditar mesmo no impacto deste projeto”, salienta. Se não fosse tudo isso, como aguentaria tantos anos a conjugar estudo com trabalho a full time, por vezes, mais de 10 horas ao dia, e deslocações periódicas entre Alenquer, onde vive, e a cidade dos estudantes onde tem tido aulas uma vez por semana…? 
Isabel tem está a obter muito bons resultados, mas também acumula muitas horas de sono em falta. “Tem que se cortar um pouco em tudo e, obviamente, a família é quem mais sofre. Não há fins de semana completos”, conta-me, desvendando o segredo que lhe permite continuar envolvida, determinada: “Quando temos real vontade e nos rodeamos das pessoas certas, seja no trabalho seja na vida pessoal, acho sinceramente que as coisas acontecem”. 
 

O programa SW50 decorre em simultâneo em nove edições locais – além de Portugal, na Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México, Reino Unido e Uruguai. Cada país selecionará 50 finalistas nacionais, que terão acesso a um curso online de liderança feminina ministrado pela London School of Economics (LSE) e participarão num evento público de reconhecimento. 
As 450 mulheres finalistas das edições locais poderão concorrer à fase global, onde serão escolhidas as 50 líderes internacionais que participarão no programa presencial em Londres.
As 50 executivas selecionadas em 2025.
 

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