Homens dominam o mercado de roupa desportiva
O mercado global de vestuário desportivo está em grande forma e promete continuar a crescer nos próximos anos. Em 2022, o setor estava avaliado em 230,6 mil milhões de dólares (cerca de 211,5 mil milhões de euros), e estima-se que até 2032 atinja os 410,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 376,8 mil milhões de euros), crescendo a uma taxa anual de 6%, segundo o relatório da Allied Analytics LLP publicado este mês.
Mais do que roupa, o vestuário desportivo simboliza conforto, liberdade de movimento e, claro, estilo. Fabricado com materiais como poliéster, microfibra e elastano, ajuda a manter o corpo fresco durante treinos, corridas ou jogos. Inicialmente reservado a atletas, hoje é comum ver pessoas de todas as idades a vestir estas peças, seja no ginásio, numa aula de yoga ou numa caminhada de fim de semana.
O crescimento do mercado deve-se a vários fatores: cada vez mais pessoas estão preocupadas com a saúde, a prática de desporto aumenta e as celebridades continuam a impulsionar as marcas. Nos países emergentes como China e Índia, o aumento do dinheiro disponível também impulsiona a procura por roupas de fitness. Claro que existem desafios: produtos falsificados e a variação dos preços das matérias-primas ainda afetam o mercado. Mas a procura por peças modernas, coloridas e a adesão crescente das crianças abrem novas oportunidades para o setor.
Entre os gigantes do mercado destacam-se Adidas, Nike, Puma, Under Armour, Ralph Lauren, Umbro, Fila, Lululemon, New Balance e Columbia, que apostam em novos lançamentos, parcerias estratégicas e expansão da sua presença num mercado altamente competitivo.
Quando se observa quem compra, os homens lideram claramente, reflexo da maior participação em atividades desportivas. Mas as mulheres vêm com tudo, impulsionadas por lançamentos específicos para este público e pela crescente participação feminina no desporto. No que toca aos locais de compra, as lojas de desconto continuam populares, oferecendo promoções irresistíveis, mas o comércio eletrónico é o grande destaque em crescimento, graças à facilidade de comprar online.
Geograficamente, a região Ásia-Pacífico é a maior e deverá continuar a crescer, beneficiando do aumento do poder de compra, da expansão da classe média e do facto de o vestuário desportivo ser cada vez mais visto como um símbolo de estilo.
A análise do mercado de vestuário desportivo é segmentada com base no consumidor final, canal de distribuição e região. O mercado é classificado em crianças, homens e mulheres. Quanto ao canal de distribuição, é classificado em e-commerce, supermercados/hipermercados, lojas de marca e lojas de desconto. Em termos regionais, a análise abrange América do Norte (EUA, Canadá e México), Europa (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha e o restante da Europa), Ásia-Pacífico (China, Japão, Índia, Austrália e o restante da Ásia-Pacífico) e LAMEA (Brasil, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e o restante da LAMEA).
No fundo, o mercado de vestuário desportivo mostra que saúde, fitness e moda caminham lado a lado. Homens à frente nas compras, mulheres a ganhar terreno e crianças cada vez mais envolvidas: a corrida pelo estilo e conforto nunca foi tão animada.
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