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FC Porto vai aos Açores em busca do recorde de pontos na primeira volta

FC Porto vai aos Açores em busca do recorde de pontos na primeira volta

Com apenas dois pontos cedidos, na receção ao também invicto Benfica (0-0 à oitava ronda), o ‘onze’ de Francesco Farioli pode chegar aos 49, em 51 possíveis, e bater o máximo absoluto dos ‘encarnados’, que, em 2019/20, chegaram a meio da prova com 48.
 
Caso triunfem nos Açores, os portistas garantem também que, no mínimo, viram para a segunda volta com mais cinco pontos do que o bicampeão em título Sporting, que joga com o Gil Vicente, em Barcelos, na sexta-feira, e 10 face ao Benfica, anfitrião do Estoril Praia, no sábado.
Os ‘azuis e brancos’ vão, assim, em busca da história, sendo que, no campeonato português, podem ficar apenas a perder para o Benfica de 1972/73, que ganhou os primeiros 23 jogos, sagrando-se desde logo virtual campeão, para depois acabar a prova com 28 vitórias e dois empates.
Agora, 53 anos depois, o FC Porto, que vem de três anos de ‘seca’, pode bater o recorde em 17 jogos na ‘era’ três pontos, num percurso em que conta por triunfos os oito jogos disputados fora, incluindo um 2-1 em Alvalade, logo à quarta ronda.
Pela frente, os ‘dragões’ vão ter o Santa Clara, que foi quinto em 2024/25, mas esta época está muito abaixo, em 14.º.
Os açorianos, que têm um jogo em atraso, têm sido muito irregulares em casa, com três vitórias, dois empates e três derrotas, mas, à 11.ª ronda, só perderam com o Sporting sobre o fim (1-2) e após um canto mal assinalado.
Ainda assim, favoritismo total para um FC Porto que não tem um ataque muito profícuo (35 golos marcados), mas só sofreu quatro golos — na história da competição, só outras cinco equipas, todas vestidas de ‘azul e branco’, sofreram menos de seis golos em 17 jornadas, a última a formação de 1995/96 (três).
Para ‘segurar’ este grande registo, Farioli deverá contar com o seu guarda-redes titular, o número 1 luso Diogo Costa, que, na segunda-feira, saiu lesionado do embate com o AVS (2-0).
Os ‘dragões’ apenas jogam no domingo, dois dias depois de o Sporting abrir a ronda no reduto do Gil Vicente, numa altura em que o seu ataque está a ‘carburar a todo o vapor’, com 14 golos nas últimas três jornadas, para um total de 46.
Na primeira época ‘pós’ Gÿokeres, os ‘leões’ têm mais dois tentos do que ostentavam à 16.ª ronda de 2024/25 e, mantendo a média dos derradeiros embates, podem chegar aos 50, que nenhuma equipa consegue, em 17 rondas, desde o Benfica de 1975/76 (54).
Os ‘leões, que só perderam pontos com FC Porto (1-2 em casa), Sporting de Braga (1-1 em casa) e Benfica (1-1 fora), vão defrontar o quarto classificado, a equipa sensação da primeira volta, mas que está em quebra.
A formação de César Peixoto só perdeu um dos últimos nove jogos, e conta apenas três derrotas na prova, mas não venceu nenhum dos últimos seis embates (cinco empates e uma derrota).
O Sporting, a cinco pontos do FC Porto, está, porém, ‘obrigado’ a vencer, numa altura em que parece ser o único adversário dos ‘dragões’ na corrida ao título, uma vez que o Benfica está já a ‘longínquos’ 10 pontos da liderança.
A equipa de José Mourinho ainda não perdeu, mas já leva seis empates, quatro deles na Luz, incluindo três — com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia — em que chegou aos 90 minutos a vencer.
Se o título é uma miragem, os ‘encarnados’ estão ainda na corrida à ‘Champions’, e recebem um conjunto que ganhou os últimos dois jogos, ambos em casa, mas não se tem destacado fora (um triunfo, dois empates e quatro derrotas).
Atrás, muito longe dos ‘grandes’, a 20 pontos do FC Porto, 15 do Sporting e 10 do Benfica, o Sporting de Braga joga na Amadora e ainda pode acabar a primeira volta como ‘rei dos pequenos’, precisando dos seus méritos e da ajuda dos ‘leões’.
A ronda 17 conta ainda com a receção do Vitória de Guimarães ao Nacional, na sexta-feira, dois jogos com os três últimos no sábado, o Tondela-Arouca e o AVS-Moreirense, e, no domingo, abre com o Rio Ave-Casa Pia e fecha com o Alverca-Famalicão.

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