F1: Depois do ceticismo, Charles Leclerc abraça com vontade o desafio dos carros de 2026
Charles Leclerc recuou nas críticas iniciais aos monolugares de Fórmula 1 de 2026, depois de um trabalho mais aprofundado com os engenheiros da Ferrari no simulador de Maranello. O monegasco passou de um registo de ceticismo – admitindo que “não era grande fã” do novo conceito – para uma postura de curiosidade e motivação perante o desafio técnico e estratégico que aí vem.
As novas regras, com uma repartição de potência próxima de 50/50 entre motor de combustão e componente elétrica, implicam uma forma bastante diferente de extrair performance, o que surpreendeu Leclerc na primeira sessão de simulador, que descreveu como “muito estranha” e geradora de muitas dúvidas dentro da fábrica. Esse choque inicial transformou‑se num processo coletivo de reflexão em Maranello, com piloto e engenheiros a procurarem soluções inteligentes para contornar as limitações e definir as melhores ferramentas de que Leclerc precisa para gerir diferentes cenários em pista, sobretudo em luta direta durante as corridas. As primeiras voltas reais estão previstas para um teste à porta fechada em Barcelona, no final deste mês de janeiro, altura em que as equipas começarão a validar no asfalto o trabalho feito no simulador.
#16 Charles Leclerc (MCO) Scuderia Ferrari HP (ITA) SF25/Ferrari during the 2025 Formula 1 Abu Dhabi Grand Prix, round 24 of the 2025 Formula 1 World Championship, which takes place from December 5th to 7th 2025 at the Yas Marina Circuit, Abu Dhabi (AE)
Mais para pensar em pista
“Gosto do desafio de pensar de forma diferente”, explicou Leclerc, sublinhando a mudança de perspetiva em relação ao projeto de 2026. “Aquilo que foi uma primeira sessão muito estranha no simulador fez nascer muitas perguntas na cabeça de toda a gente na fábrica. O processo de pensarmos em formas inteligentes de enfrentar alguns dos problemas que teremos com o carro do próximo ano tem sido muito interessante.”
“Como piloto, também tem sido muito interessante, porque passa muito pelas nossas sensações e por perceber quais são as ferramentas de que precisamos para gerir diferentes tipos de situações. Mas a luta em pista com outros carros durante a corrida será igualmente crítica e tudo isto tem sido um exercício de pensamento muito interessante.”
“Quanto à parte de prazer de condução em si, vou ter de esperar e guiar o carro real antes de dizer seja o que for. No simulador, é difícil captar verdadeiramente essas sensações. Mas é certo que haverá muito mais para pensar ao volante, especialmente em corrida, para gerir a energia que teremos no próximo ano.”
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